A debandada

Para a minha estreia decidi falar sobre a minha maior paixão, o Sporting e a debandada preocupante a que estamos a assistir.

Neste momento invulgar onde a normalidade foi alterada para todos nós, onde muitas mudanças têm acontecido para todos, no Sporting não podia ser diferente.

Se a realidade desde junho de 2018 já não é boa, temos assistido à direção de Frederico Varandas a afundar de semana para semana com a debandada na direção atual, com a desculpa do Covid-19. Na verdade são sinais preocupantes e refletem os problemas internos numa direção que, desde o primeiro dia, nos tem mostrado diariamente que não tem competência e não tem qualquer tipo de estratégia para o presente e muito menos para o futuro. O Sporting passou de um panzer temido por todos para uma caixa de cartão atirada ao mar.

A debandada é visível também nas modalidades, um assunto que quero abordar mais profundamente no futuro. A debandada nas modalidades, em alguns casos, não é apenas um rejuvenescimento dos plantéis, mas sim um desinvestimento que, em algumas modalidades, nos faz recordar tempos pouco longínquos e coloca em causa a competitividade das nossas equipas. Apesar de ainda estarmos em maio, os alarmes começam a soar nas modalidades e o facto de Miguel Albuquerque continuar a não dar a cara, principalmente nos maus momentos e nas saídas, agrava tudo.

Para combater a debandada, as polémicas, a contestação e os sinais preocupantes de dentro do Sporting surgiram as entrevistas de André Bernardo e de Frederico Varandas seguidas, mais uma vez e como sempre, da propaganda de alguns órgãos de comunicação social que nos tentam, mais uma vez, como em tantas outras vezes antes, vender um cenário irreal, onde todos os disparates de Varandas fazem parte de um plano e de uma estratégia.  

Se a incompetência é o mais visível nesta direção, a mentira e a incoerência não ficam muito atrás e estas entrevistas vieram demonstrar isso novamente. Nestas entrevistas, onde mais uma vez, se viu a falta de capacidade de Frederico Varandas, surge a nova estratégia all in, a aposta na formação que, segundo o próprio André Bernardo, vai ser transversal a todas as nossas equipas.

Se o falar em jovens como Nuno Mendes que vai entrar no último ano de contrato revela, mais uma vez, como é incompetente esta direção. Se formos olhar para as modalidades e os rumores como no exemplo do voleibol, podemos, mais uma vez, ver como a incongruência reina.

No voleibol, fomos contratar um bom treinador que vinha para apostar em jovens, a juntar a isto, a nova estratégia do Sporting de ir apostar em jogadores da formação. E depois a realidade. Tivemos um primeiro ano onde essa aposta não existiu e olhamos para uma das saídas eminentes que salta logo à vista, a do talentoso e jovem Lourenço Martins. Além do Lourenço vão sair quase todos, 4 apenas vão continuar, mas a incongruência surge quando os reforços apontados são todos jogadores mais experientes e nenhum deles jovem.

A formação está no nosso ADN. Deve sempre existir a aposta e o lançamento de jovens talentos, mas de forma ponderada, dentro de uma estratégia, sempre dentro de cenários positivos para que cada jovem se consiga adaptar e começar a render. Além disso, devem sempre existir referências nos plantéis para ajudarem os mais novos. Em alguns casos as referências são cada vez menores ou não existem, e esta aposta all in, além de extremamente perigosa para os jovens atletas, vem revelar mais uma vez como tudo é feito sem nenhuma estratégia e sempre de uma forma atabalhoada.

Agora a debandada, a mudança de estratégia, todas as mentiras , todas as incongruências, todas estas coisas têm sido sinais de alerta que vêm desde o primeiro dia e que se vão agravando a cada dia, a cada noticia propagandista e a cada ato de gestão que nos devia fazer acordar a todos para o perigo que o nosso Sporting corre.

A debandada tem sido grande, em alguns casos como no andebol a preocupação é muita, mas mais preocupante que esta ou aquela equipa e a competitividade das mesmas, é o futuro do Sporting que continua a ser colocado em causa a cada decisão tomada por esta direção.

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