Batota no jogo

Quando participamos num jogo, seja ele de cartas ou de sociedade, trata-se duma forma de entretenimento que no fundo acaba por nos dar prazer.

A partir do momento que há outro participante que faça batota, o prazer termina imediatamente e o sentimento de injustiça prevalece. Convém, no entanto, referir que além desse sentimento extremamente revoltante, fica provada toda falta de respeito e fair-play do indivíduo que praticou essa actividade tão pretensamente apreciada pelo comum “chico-esperto” português.

Trata-se duma espécie que progrediu no pós-25 de Abril, num ambiente propenso ao seu desenvolvimento. Caracteriza-se pela sua noção de se julgar mais esperto que os restantes, sem valores nem princípios onde a honra e bons costumes não existem de todo. O seu principal objectivo é ultrapassar todos sem ter pejo nenhum em prejudicar os outros. Na realidade, para estes seres “superiores”, os outros não existem pois tratam-se de meras figuras decorativas que compõem a sociedade. Um mal necessário pois sem estes não teriam a quem enganar…

Voltando ao jogo, após verificarmos a batota temos duas possíveis hipóteses: ou partimos para a ignorância e pegamos pelos colarinhos do prevaricador, e sabe-se lá onde pode terminar essa demanda, ou… simplesmente retiramo-nos do jogo.

No caso do nosso Sporting, esta direcção retirou-se de jogo, ao contrário do que fez Bruno de Carvalho que enfrentou e propôs modificações para combater esse mal. O Problema é que o clube mantém-se no jogo, órfão de direcção para o defender.

Mas esta direcção ao retirar-se de jogo, não se absteve de usar o clube de maneira vil para satisfazer os seus intentos, que ainda não chegaram ao seu cume. Penso que no momento que a SAD for vendida maioritariamente a algum investidor, então os objectivos serão cumpridos.

Esta direcção não se interessa pelo jogo ou pelos adeptos, apenas pelas negócios que podem realizar, todos eles muito pouco claros para os sócios. No fim trata-se duma questão de dinheiro, qual amor ao clube, esse disparate tão grande tem o predecessor…

Afinal de contas, estes notáveis não passam de meros “chicos-espertos” anteriormente descritos.

Posto isto, vale a pena voltar à questão da batota e dos batoteiros. A quantidade de processos que o clube do outro lado da 2a circular soma só não impressiona aos mais distraídos. E distracções são eles peritos em criar com um exército de peões prontos a difundir pelos diferentes media a propaganda definida. Somente umas mentes distorcidas poderiam levar o futebol a este nível tão nojento e só um País estruturalmente deformado como Portugal poderia permiti-lo.

A minha útima esperança será poder contar com a justiça ainda não “comprometida” para pôr um ponto final nesta vergonha, pois mesmo Al Capone acabou por terminar o seu reinado a determinado momento.

O julgamento da operação Lex vai arrancar, a investigação das claques está em curso com divulgação de algumas notícias vergonhosas, o acusado Paulo Gonçalves que, afinal de contas, continua a trabalhar para a direcção do Benfica, os contratos com os jogadores do Aves, tudo isto vem acrescentar à já longa lista.

Tanto que LFV e o seu apóstolo tiveram de fazer uma reunião (quase) secreta ao homem das malas antes do seu depoimento na judiciária. Enfim é mais do mesmo…

Estas últimas notícias em relação ao tão propalado reino do carnidistão, que invadiu o outro clube grande da capital, permitem antever uma queda para breve. No entanto, os eventos dos últimos anos têm nos ensinado que o crime compensa, com a conivência e cumplicidade da magistratura, dos altos cargos políticos, do dirigismo desportivo em geral, assim como dos media.

Batota e chico-espertismo são os regimes que temos de combater! São tão a fonte de todos os males que necessitam duma resposta severa e exemplar da justiça.

Ficamos a aguardar…

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