Derrotados e com problemas

Bem-vindos ao nosso segundo dia das modalidades. Hoje em dose dupla, pois além do artigo temos ainda o vídeo semanal das modalidades. Por isso, acomodem-se porque temos muita coisa para falar. Neste artigo, vamos ao basquetebol do Sporting, depois vamos ao hóquei em patins e terminamos com o futebol feminino internacional, fazendo a ponte para o vídeo. Espero que gostem e venham daí 😊

Basquetebol do Sporting

Começamos este nosso sábado pelo basquetebol do Sporting e esta semana não por bons motivos, isto porque o Sporting perdeu os 3 jogos.

No primeiro, perdemos com os israelitas do Ironi Nes Ziona por 81-86. Podíamos ter vencido, algo que aconteceu no jogo seguinte, mas a verdade é que neste jogo fica um amargo de boca, porque podíamos ter entrado da melhor forma na EuropeCup. Era o grupo mais complicado, sabíamos que não íamos ter margem para erros e para falhas, tínhamos de jogar o nosso melhor basquetebol e não errar frente a equipas fortes.

Neste primeiro jogo, nem entrámos bem, mas soubemos responder e dar a volta a tudo. Luís Magalhães como sempre sagaz nas substituições, percebeu o que a equipa precisava e lançou Micah Downs na partida. Mesmo em baixa de forma deu para ver nestes jogos a diferença que é o Micah.

Mas voltando ao jogo, soubemos equilibrar a partida com uma equipa israelita que é forte e vinha a crescer nos últimos jogos. Estão na melhor fase da temporada, com processos bem consolidados, como vimos, e bem longe dos problemas que esta equipa apresentou no início da temporada.

Os israelitas não apostavam muito no tiro exterior, apostavam no jogo interior e nas penetrações do Angola. O jogo nunca esteve fácil, mas também sabíamos que não o ia ser. Apesar de tudo, mesmo com muitos problemas e muitas dificuldades, como com o Fields a ser facilmente anulado pelos interiores dos Israelitas, chegámos ao intervalo a perder por apenas 6, com tudo para ser jogado e todas as hipóteses de ainda darmos a volta.

Luís Magalhães voltou a mexer ao intervalo, tentou alterar a equipa e conseguiu com isso que a equipa melhorasse. A alteração consistiu na saída de Fields, o homem alto e forte que, pela força do jogo interior israelita, ia sendo anulado. Entrou, então, João Fernandes e Micah para ser o nosso 4. Assim, passamos a ter mais boka e a aposta num small ball versão Magalhães surtiu efeito, surpreendendo os israelitas.

Soubemos usar essa vantagem e essa “novidade” para passarmos para a frente e para assumirmos um outro protagonismo na partida. Havia alegria nos jogadores, os triplos caíam e a equipa dava gosto ver jogar, daí o parcial de 27-16 no terceiro período. Foi uma total demonstração da nossa qualidade, da versatilidade da equipa e da qualidade destes jogadores.

No último período, os israelitas adaptaram-se, também eles mudaram, isto porque passaram a pressionar mais em cima, ficaram mais agressivos e aliando à experiência também fez a diferença. A nossa equipa voltou a tremer e a errar bem mais, os árbitros não são os culpados óbvio, mas nos minutos finais exageraram nas faltas para o nosso lado. Tivemos muitas exclusões, várias precipitações e muitas faltas que não deviam ter sido feitas.

Com os nossos erros e o nosso menor acerto no ataque, a vitória sorriu aos Israelitas, que em teoria eram a equipa mais forte, mas mesmo assim sofreram e passaram pior connosco. Podíamos ter vencido, ou pelo menos ter lutado até mais ao fim, se não fossem os erros da nossa equipa.

No jogo seguinte defrontámos os polacos do Stal Ostrow e perdemos por 85-83. Com uma péssima entrada em jogo, a equipa entrou nervosa e a cometer muitos erros, talvez pela pressão de vencer ou pelo jogo anterior, mas a equipa entrou muito mal no jogo.

Muitos nervos, muitos erros e novamente um jogo onde a equipa adversária nos estudou muito bem e entrou com uma defesa à zona e forte para anular Fields e com a aposta no small ball. Entrámos mal, mas soubemos dar a volta à situação, novamente com o dedo de Luís Magalhães a ser fundamental. Soubemos equilibrar depois de estarmos a perder no primeiro período por 16-5 e foi aqui que começamos a recuperar.

O nosso small ball à lá Magalhães voltou a fazer a diferença e voltou a ser aí que reentramos na partida. Voltamos a escorregar e depois acabámos o primeiro período com uma desvantagem de 24-19, uma boa recuperação que podia ter sido ainda melhor não fosse o final de período com menos acerto.

No segundo período equilibrámos ainda mais, soubemos continuar por cima, mas os Polacos também jogaram bem e, também por isso, chegámos ao intervalo empatados a 45, mas com um parcial nosso de 21-26.

Estávamos em alta, bem melhores e até por cima da partida e o intervalo ia novamente ser fundamental e foi, mas para os Polacos voltarem a fugir no marcador, com um parcial de 27-16. Foi mais um acumular de erros e eles obviamente passaram a defender de forma mais agressiva o nosso small ball. Ao marcarem mais em cima, deixámos de conseguir ter alguma superioridade no jogo, deixámos de ter mais jogo e foi-se o que tínhamos feito no segundo período.

No quarto período, sim, voltamos a ser Sporting com um parcial de 13-22. Podíamos ter vencido, tivemos tudo para vencer este jogo e ficamos muito perto de o fazer. Ellisor falhou o triplo nos últimos segundos que nos podia ter dado a vitória.

No último jogo, o nosso pior jogo. Perdemos por 78-67 com os Húngaros do Szolnok. Eram a pior equipa do grupo, mas nós conseguimos ser pior. Como eu estou a escrever isto muito em cima da derrota, a análise vai ser mais curta, porque a azia reina por aqui…

Jogámos mal como ainda nunca o havíamos feito nesta secção. As ausências de Travante e de alguns jogadores importantes e o cansaço, tudo pesou para que o resultado fosse este e para que a equipa tivesse jogado tão mal. Dois jogos com duas grandes recuperações, em que ficámos perto de vencer e se não fossem os nossos erros podíamos mesmo ter vencidos ambos, mas neste não. Tivemos uma boa entrada e até vencemos o primeiro período por 19-23. Uma vantagem que podia ser maior com uma boa entrada, com a equipa a resultar e a jogar bem.

Foi do segundo período em diante que as coisas pioraram. A equipa começou a quebrar e no terceiro e principalmente no quarto período, foi um descalabro e mau demais. Faltaram jogadores importantes e a quebra física foi a morte deste Sporting frente aos húngaros.

Nestes jogos destaque para Micah Downs, o reforço já entrou com tudo e foi muito importante até por jogar em várias posições, pois isso deu-nos várias soluções para o nosso jogo.

Há a destacar Shakir Smith, o base foi dos nossos melhores jogadores nestes três jogos, podia até ter jogado mais tempo, porque sempre que jogou apareceu. Assumiu quando teve de assumir e esteve sempre bem na defesa.

No final muita coisa foi dita, mas sim, tínhamos hipóteses nas competições europeias, tal como no desaire com o Igokea ficou demonstrada a nossa qualidade e que só não passámos por culpa própria, por culpa dos nossos erros. Além disso, o Micah é um grande reforço como já bem sabíamos e como ficou provado, ainda mais a ganhar o mesmo que o Henry, que foi embora.

Foi uma campanha má. Três derrotas são sempre algo mau e não é condizente nem com o Sporting nem com esta equipa, mas deixámos, apesar de tudo, vários bons momentos e pode ter sido uma primeira má campanha europeia. Esperamos que na próxima época seja em que competição for, já não volta a acontecer. Sem os melhores jogadores portugueses, sem o maior investimento em Portugal, sem nenhum dos mais bem pagos em Portugal, conseguimos dominar em Portugal e apresentar, mesmo que por momentos, bom basquetebol europeu. Basta não errar tanto, a equipa não falhar na próxima campanha europeia e com mais algumas soluções e podemos chegar à fase de grupos da Champions League ou voltar à EuropeCup e fazer uma gracinha. Luís Magalhães é um treinador de alto nível e faz imenso com pouco.

Hóquei em Patins

Vamos para a nossa segunda modalidade deste sábado. Começando também aqui de forma negativa, isto porque o Sporting recebeu e perdeu no João Rocha com o Benfica por 4-5.

Não foi o melhor jogo de hóquei e o Benfica foi melhor, mas apesar disso foi um jogo sempre muito partido. Não existiu aquele domínio e mais tempo de posse para o lado do Benfica, como se podia esperar, e nem o Sporting defendeu tanto como é norma. Foi um jogo muito partido, com muitos espaços para as duas equipas, constantes desequilíbrios e o Benfica esteve melhor. Eles foram melhores e neste jogo sentiram-se muito bem.

A expulsão cedo deu uma vantagem ao Benfica, ainda mais quando eles marcaram muito cedo e isso é muito importante frente a uma equipa como a nossa. Eles chegaram naturalmente ao 2-0, mas a verdade é que foi aí que reagimos, a nossa equipa demorou, mas reagiu depois do 2-0 e impediu que o resultado pudesse ser outro. Mudámos o jogo, melhorámos e passámos a discutir a partida.

O Benfica depois recua um pouco e nós fomos para cima, melhorámos e conseguimos mesmo empatar. A verdade é que o nosso empate galvanizou o Benfica que voltou num ataque rápido a conseguir marcar, por intermédio do Diogo Rafael. O mesmo Diogo marcou o quinto golo. Reduzimos, mas já não conseguimos mais do que isso. Não foi o melhor jogo de hóquei, nem sempre foi bem jogado, mas houve ascendente do Benfica que soube explorar mais os problemas da nossa equipa.

O Sporting defensivamente esteve com menos junção, menos comprometido, com demasiados espaços para uma equipa como o Benfica. Por isso fomos concedendo espaço interior, o que não é habitual nesta equipa e que neste jogo nos complicou ainda mais a missão de vencer. O ataque foi mais por fora, a falta de um central voltou a ser muito evidente, era tudo na base do individual, ainda mais do que o normal e depois foi um abuso dos remates de longe. Mais duas diretas falhadas, mais uma vez as bolas paradas a serem falhadas e a serem um problema, como têm sido esta semana.

Sem mais jogos para já no masculino e sem jogos no feminino, vamos para o Internacional começando por Itália.

O líder Lodi continua a boa campanha, voltou a vencer desta vez o Monza por 5-1. Foi mais uma partida que o Lodi tornou tudo fácil, descomplicou a partida, garantiu a vantagem cedo e soube gerir muito bem. Illluzi com dois golos foi quem mais apareceu neste jogo, mas Mendez e Nadini também se mostraram em ótimo plano.

Falar de um grande jogo que ditou um empate a 3 entre o Valdagno e o Sarzana. Foi um belíssimo jogo de hóquei com as duas equipas a encaixaram muito bem uma na outra, duas equipas com forma de jogar diferentes e, por isso mesmo, deu neste espetáculo de hóquei que deu gosto ver jogar.

O Valdagno segue em terceiro, mas atrasou-se para os da frente. André Centeno voltou a brilhar com um dos golos do Valdagno, do lado do Sarzana foi Álvaro Osório a aparecer em melhor plano.

Destaque ainda para o Trissino que perdeu com o Correggio por 6-4. Foi mais um bom jogo de hóquei com o Trissino “Tuga” a jogar bem, mas a não conseguir levar a vitória num duelo muito equilibrado. João “Mustang” Pinto marcou um dos golos e voltou a estar em bom plano, mas apesar deste Trissino ter jogado bem, não conseguiu vencer.

Na tabela classificativa, o Lodi lidera com 40 pontos, Forte em segundo 36 pontos e em terceiro o Valdagno com 33 pontos.

Em Espanha, o Liceo voltou a vencer, desta vez por 5-1 o Igualada. Venciam por 2-0 ao intervalo e na segunda parte só dilataram a vantagem. O Liceo esteve sempre por cima, sempre no comando e controlou o jogo todo de forma a gerir alguns jogadores. Dava Torres marcou 2 golos e foi a estrela maior, mas Adroher e Benedetto também marcaram e também brilharam nesta vitória.

O Barcelona também venceu por 1-5, mas no caso do Barça foi na visita ao Palafrugell. Com 4-0 ao intervalo, o Barça “arrumou” com a partida muito cedo e no segundo tempo foi muito mais gestão, rodar a equipa e não permitir que o adversário crescesse na partida. Pau Bargalló marcou dois golos e Pablo Alvarez marcou três. Hélder Nunes e o João Rodrigues também jogaram muito bem, mas o Barcelona voltou a vencer sem problemas e com uma vantagem confortável.

Destacar o bom jogo entre o Vendrell e o Lleida, deu um empate a 5 num duelo de grande intensidade com duas equipas fortes e que estão a jogar muito bem e, por isso mesmo, este equilíbrio. Ficou 3-2 ao intervalo para o Vendrell, com o segundo tempo a ser do Lleida. Grande equilíbrio e mais um ótimo jogo de hóquei. Xavi Crespo foi a maior figura desta partida.

Na classificação lidera o Liceo com 46 pontos, em segundo o Barcelona com 46 pontos, mas com mais um jogo, e em terceiro Lleida com 33 pontos.

No feminino em Espanha, o Plegamans venceu por 6-2 o Sant Cugat. Foi uma grande vitória, mas o grande destaque voltou a ser Aina Florenza que marcou 3 golos e brilhou muito. Trata-se de uma jogadora de muita qualidade, se não é a melhor do mundo anda muito perto disso.

Voltregá também esteve em destaque ao vencer por 3-2 o Vilanova, com Laura Barcons a marcar dois e a ser a grande figura desta partida.

No grupo A houve muitos jogos adiados, por isso também na OK Liga há muitos problemas e muitos jogos em atraso.

No Grupo B, o Plegamans lidera com 38 pontos, Voltregá em segundo com 34 pontos e em terceiro p Brigues i Rielles com 30 pontos.

Futebol Feminino Internacional

Para terminar, vamos ao futebol feminino internacional. Vamos começar por ,Itália onde o Roma venceu por 2-0 o Sassuolo

O Roma dominou, manteve o bom momento e jogou muito bem, com o grande destaque no Roma a ser uma das minhas jogadoras preferidas, Andressa Alves que não só jogou bem como marcou o segundo golo, continuando uma série de três jogos a marcar.

A Juventus manteve a onda de ótimos resultados e recebeu e venceu o Hellas Verona por 5-0, num jogo sem história que a Juve soube dominar e controlar a partida do princípio ao fim do jogo. Girelli voltou a marcar, pois é aquela jogadora que não pode deixar de marcar.

Ainda o Milan que, sentindo dificuldades e tendo de suar muito, venceu a Fiorentina por 1-2. Num jogo tão complicado para o Milan valeu a capitã, Giacinti Valentina, que liderou as tropas e marcou os dois golos, em mais uma enorme exibição desta jogadora que sempre rende e sempre joga bem.

Em Itália lidera a Juventus com 36 pontos, em segundo o Milan com 33 pontos e em terceiras o Sassuolo com 25 pontos.

Em Espanha, o Barcelona segue invicto, com 12 jogos e 12 vitórias e todas elas com uma enorme superioridade. São uma equipa soberba, que joga muito bem e que nesta jornada nem jogaram porque o jogo em Bilbao foi adiado. Mesmo com menos 3 jogos que as segundas classificadas, o Barcelona segue na liderança

De forma surpreendente para muitos, o Atlético de Madrid perdeu com o Levante por 3-0. O Levante é uma das equipas mais fortes, melhor joga e que está na perseguição ao Real Madrid, no segundo lugar.

Neste duelo dominaram e levaram a melhor sem grandes problemas, com o Atlético a ser surpreendido. Em grande destaque esteve Alba Redondo com 2 golos e uma exibição de encher o olho. 

O Real Madrid recebeu e venceu o Santa Teresa por 1-0, num jogo tranquilo em que o Real vence, mas em que podia ter tido um resultado mais dilatado face às oportunidades da equipa madrilena. Apesar de tudo, o golo da vitória surgiu já para lá dos 90. Lorena Navarro, que tinha sido lançada pelo mister David Aznar, foi a heroína e marcou o golo decisivo já nos últimos instantes do jogo. Seguem, assim, em segundo lugar.

Na tabela, tal como eu falei, o Barça lidera com 36 pontos, em segundo o Real Madrid com 34 pontos e em terceiro o Levante com 34 pontos também. O Levante que, com esta vitória passou o Atlético de Madrid que segue no quarto lugar com 31 pontos.

Por este sábado é tudo. Muito obrigado a todos, cuidem-se muito bem, espero que tenham gostado deste sábado das modalidades com o vídeo e este artigo. Espero que tenham gostado de tudo, estejam bem e obrigado a quem está a ler e a quem viu os vídeos. Até amanhã para o nosso último dos nossos 3 dias das modalidades aqui no Espartano.

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