Diz que não é uma espécie de terrorismo

“Nós somos da raça que nunca se vergará, por cada Leão que cair, outro Leão se levantará”

Assistimos nas últimas semanas a mais episódios de violência no panorama desportivo nacional, tendo, uma vez mais, como protagonistas, elementos afectos às claques do S.L.Benfica.

Se entre os anos 2013 a 2018, a aparente preocupação em torno deste tema preenchia a agenda de qualquer Político ou Comentador Desportivo com o propósito de misturar este tema com o então Presidente do Sporting Clube de Portugal – Dr. Bruno de Carvalho – parece que, alegadamente, tal preocupação entretanto se desvaneceu.

Se a invasão à Academia Sporting merece reprovação e censura de todos nós, entende-se que a mesma reprovação é devida aos Órgãos de Soberania Nacionais por em tantos outros casos de igual ou maior relevância no panorama desportivo nacional, não tenham prontamente vindo intervir, a bem, claro, do ambiente do desporto e muito concretamente do Futebol, receando, fundamente, que tal não ocorra pela estreita, promiscua e inconstitucional relação de proximidade existente entre os referidos Órgãos de Soberania e o S.L.Benfica.

Analisaremos neste texto os episódios de violência mais marcantes levados a cabo pelas claques do S.L.Benfica (sim, aquelas que, alegadamente, não existem!!!) contra adeptos do Sporting Clube de Portugal, a passividade dos Órgãos de Soberania Nacional e – o que mais estranheza nos causa a todos nós – a passividade reiterada e constante da Direcção do Sporting Clube de Portugal face a tais acontecimentos.

Ano de 1996

Decorria o dia 18 de Maio e a Final da Taça de Portugal que opunha o S.L.Benfica ao Sporting Clube de Portugal, quando elementos da claque No Nome Boys arremessaram um very light para a bancada, onde se situavam os adeptos do Sporting, dando origem ao, para mim, mais trágico acto terrorista no desporto nacional: o falecimento de Rui Mendes.
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A investigação de um homicídio caiu em saco roto, o Rui Mendes não pôde, infelizmente, voltar à bancada, mas os No Name Boys puderam continuar a entrar em recintos desportivos, continuando a espalhar violência e terrorismo por onde passam.

Ano de 2004

Dia 5 de Janeiro de 2004, após um derby entre S.L.Benfica e Sporting Clube de Portugal ocorrido no Estádio da Luz, um grupo de adeptos do Sporting que se dirigia de regresso às suas residências no Norte do País, através da Estação de Santa Apolónia em Lisboa, foram barbaramente atacados pelas claques do S.L.Benfica, resultando em esfaqueamentos de três adeptos do Sporting.

Terrorismo? Não.

Detidos? Não.

Interditados a recintos desportivos? Não.

Penalização do S.L.Benfica por comportamentos das suas claques? Muito menos.

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Ano de 2008

3 adeptos do Sporting Clube de Portugal são perseguidos, acabando por ser esfaqueados e queimados com tochas, em plena Cidade de Lisboa, por elementos das claques do S.L.Benfica. Os adeptos do Sporting cruzaram-se com cerca de 20 elementos das claques do S.L.Benfica que fizeram uma espera junto à residência de um dos adeptos do Sporting, acabando este por ser esfaqueado por três vezes no tórax e queimado nas costas. Tudo isto aconteceu na semana que antecede o Sporting-Benfica.

Terrorismo? Não.

Detidos? Não.

Interditados a recintos desportivos? Não.

Penalização do S.L.Benfica por comportamentos das suas claques? Muito menos.

Ano de 2009

Estávamos perante uma jornada decisiva na definição do Campeão Nacional de Juniores de Futebol, decorrendo o jogo entre Sporting Clube de Portugal e S.L.Benfica, na Academia Sporting, quando ao minuto 25, as claques da equipa visitante invadiram a Academia Sporting, arremessando pedras na direcção da bancada, onde se encontravam adeptos do Sporting, dando origem a feridos e a um autêntico caos na Academia Sporting.

Não é este um acto terrorista?
Não estavam Mulheres e Crianças nas bancadas a ser atingidos com pedras?
As equipas não tiveram de se refugiar nos balneários?
O jogo não foi suspenso em virtude dos acontecimentos?

Até ao dia de hoje, a Federação Portuguesa de Futebol e os Órgãos de Soberania Nacionais nada fizeram em relação a este ou qualquer um dos atrás referidos casos, protagonizados por elementos das claques do S.L.Benfica.

Porquê?

A subserviência ao S.L.Benfica não permite que se aplique a Justiça? O alegado controlo exercido pelo S.L.Benfica sob a a Federação Portuguesa de Futebol e Órgãos de Soberania faz com que as suas claques recebam tratamento diferenciado?

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Ano de 2010

A PJ iniciava investigação a 9 adeptos do S.L.Benfica que haviam, alegadamente, pressionado e ameaçado de morte os árbitros Jorge Sousa e Vasco Santos e suas famílias, detendo em sua posse informações sobre a vida quotidiana dos referidos árbitros, como sejam as suas moradas, locais de trabalho, informações dos filhos e demais familiares.

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Ano de 2015

Cerca de 30 elementos afectos à claque No Name Boys forçam a entrada do centro de treinos do Seixal, acabando mesmo por invadir o mesmo, tendo a Polícia sido obrigada a intervir. Esta invasão surge na sequência de mais uma derrota com o Sporting Clube de Portugal registada nesta época.

Soa familiar? Invasão? Então mas e o terrorismo? Não foi terrorismo? Os Órgãos de Soberania Nacionais não vieram prontamente colocar o S.L.Benfica ao nível da marginalidade?

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Ano de 2017

22 elementos, alegadamente, associados à claque do S.L.Benfica – No Name Boys – perseguem e assassinam Marco Ficini, adepto do Sporting, atropelando-o. O assassinato ocorreu nas vésperas de mais um derby entre Sporting Clube de Portugal e o rival de Lisboa.

Mais de três anos volvidos deste bárbaro e trágico acontecimento, onde está a Justiça? A forma como foi executado este assassinato não é em tudo semelhante a um dos tão infelizes denominados ataques terroristas que ocorrem por todo o Mundo?

Quem patrocina a Defesa do principal arguido no processo?

Também não foi Terrorismo!

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Ano de 2018

Adeptos do S.L.Benfica fazem espera a adeptos do Ajax, perseguindo-os e atacando-os, obrigando estes a refugiarem-se em Hotel localizado nas imediações do Estádio da Luz, acabando esta unidade hoteleira por ser vandalizada pelos adeptos do S.L.Benfica.

Não houve detidos. Coincidência.

Os funcionários do Hotel não conseguiram identificar os agressores. Coincidência. Não foi terrorismo. Coincidência.

Até hoje, os envolvidos continuam em liberdade e com a possibilidade de repetir tais actos. Coincidência.

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Maio de 2020 (1)

Cerca de 15 elementos das claques do S.L.Benfica atacam, uma vez mais, brutalmente, 3 adeptos do Sporting Clube de Portugal nas imediações do Estádio de Alvalade. Apesar dos 3 Sportinguistas terem tentado abandonar o local e mesmo estando em clara inferioridade numérica, não há regra nem Lei que trave o comportamento dos adeptos do S.L.Benfica.

Qual foi a posição tomada pelo S.L. Benfica? Nenhuma! Qual foi a defesa feita pelos Órgãos Sociais do Sporting Clube de Portugal? Nenhuma!

Continuemos a assobiar para o lado enquanto os adeptos do Sporting Clube de Portugal continuam, repetidamente, a sofrer ataques violentos por parte de elementos das claques do S.L.Benfica.

Maio de 2020 (2)

Segundo ataque em 15 dias. 40 elementos da claque No Name Boys atacaram 1 (sim, UM) elemento da claque do Sporting Clube de Portugal – Juventude Leonina.

Se o método é semelhante aos anteriores – os elementos das claques do S.L.Benfica atacam sempre que se encontram em clara superioridade numérica -, a ausência de consequências também o foi.

Quando se aguardava um posicionamento firme e inequívoco dos Órgãos Sociais do Sporting Clube de Portugal em relação à relação institucional mantida com o S.L.Benfica, eis que nada de novo nos surpreende, tendo sido emitido um Comunicado com “uma mão cheia de nada”.

Junho 2020 (1)

“Operação Sem Rosto” – A investigação visou vários crimes relacionados com a claque do S.L. Benfica – No Name Boys, estando os suspeitos indiciados por crimes como o de homicídio tentado, roubo, agressão, dano e furto e tendo duas principais linhas de investigação:

a) violência ocorrida em estádios de futebol;

b) ações planeadas com reconhecimento de rotinas de alvos determinados que permitiriam aos suspeitos levar a cabo ataques a adeptos rivais.

Nota Importante: No decurso da Investigação, conclui-se que existiam inúmeras acções planeadas, nomeadamente através de ataques a alvos definidos de Clubes rivais. Foram encontrados manuscritos com a identificação e informações relacionados com jornalistas, dirigentes desportivos rivais, comentadores de televisão, entre outros, o que claramente demonstra o modus operandi das claques do S.L.Benfica e, bem assim, a componente escandalosamente criminosa que consubstancia a sua actividade.

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Junho de 2020 (2)

Autocarro do S.L.Benfica que no momento transportava a Equipa, após mais um jogo da Liga NOS foi atacado e apedrejado enquanto circulava por elementos afectos à claque No Name Boys, tendo do ataque resultado o ferimento de, pelo menos, dois jogadores do S.L.Benfica.

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Julho de 2020

Mustafa, líder da Juventude Leonina, foi alvo de uma tentativa de agressão por parte de adeptos do S.L.Benfica. Mais uma agressão. Mais um acto cobarde.

O silêncio da Direcção do Sporting Clube de Portugal, do IPDJ e do Secretário de Estado do Desporto é ensurdecedor.

As Claques do Sporting Clube de Portugal é que são terroristas? As Claques do Sporting Clube de Portugal é que são desestabilizadoras? Faz sentido Alcochete ter sido terrorismo? Faz sentido a relação de proximidade recente entre Direcções do Sporting Clube de Portugal e S.L.Benfica?

Faz sentido que alguns adeptos do Sporting prefiram o sucesso do S.L.Benfica e o insucesso do F.C.Porto, ignorando todos estes actos de que, enquanto Família Sportinguista, fomos vitimas?

P.S.: O regresso de Jorge Jesus ao S.L.Benfica não cria a oportunidade perfeita para que Frederico Varandas venha denunciar o que diz saber sobre a época 15/16 e o título de Campeão Nacional “retirado” ao Sporting?

Saudações Leoninas

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