Eleições Antecipadas

Conhecido há uns dias o desejo do Nuno Sousa para uma candidatura sua às eleições de 2022 e relativamente à discussão de timings desta ou eventuais outras candidaturas face ao tempo que falta para novo acto eleitoral, aos chavões habituais dos “mandatos são para cumprir”, “é preciso dar estabilidade” e outros que tais…

Já tive a oportunidade de o referir anteriormente. Um programa eleitoral é um assunto sério e a respeitar. O seu cumprimento pode ser mais ou menos bem sucedido e pode estar sujeito a alterações de contextos internos ou externos ou simplesmente necessitar de mais tempo principalmente em questões mais estruturantes ou de mais difícil resolução mas nunca, em tempo algum, esse programa eleitoral se pode revelar como um verdadeiro embuste nas suas traves mestras não deixando margem para dúvidas que essas não eram para ser cumpridas.

E se esse programa eleitoral foi um embuste, os seus autores e executores enganaram os sócios. Intencionalmente. E se enganaram os sócios, têm que ser responsabilizados.

E a responsabilização aqui tem lugar com eleições antecipadas. Venha a iniciativa de quem vier e como vier.

Não se pode ter como mote de campanha “Unir o Sporting” quando as acções e comunicação revelam exactamente o contrário.

Assistimos nestes quase dois anos a episódios de repressão, perseguição, censura que resultam numa verdadeira purga que nem há preocupação em ocultar.

Assistimos a uma comunicação de propaganda, na linha do embuste do programa eleitoral, assente em falácias ou mesmo mentiras, a sabor da gincana política e não da informação aos sócios. Os chavões da “herança pesada”, escudados num contexto inegavelmente difícil como o pós Alcochete mas que pretenderam enlamear o trabalho dos antecessores e servir de balão oxigénio para os insucessos próprios, foram usados até à exaustão, ao arrepio da verdade da informação.

Não vou neste texto dar exemplos relativamente ao que afirmo, já o fiz várias vezes ( com números) anteriormente e reafirmo-o.

A comunicação actual do SCP não pretende informar os sócios, antes manipulá-los.

Ao arrepio do que consta nos Relatórios de Contas, na evolução patrimonial da SAD e lembro, com a divulgação tardia (eufemismo) do Relatório de Contas Consolidado, boa prática da direcção anterior, e que confirma o quão falaciosa é a “informação” transmitida aos sportinguistas.

Também aqui, quando se promete ZERO suspeição e se promete Transparência, estamos conversados, enquanto esperamos por saber o que consta no protocolo dos 2M, o porquê dos pagamentos a Jorge Mendes enquanto não se paga a parceiros que agiram de boa fé e as razões dos depoimentos de Frederico Varandas no tribunal de Alcochete e no TAD, que na defesa dos superiores interesses do Sporting, não foram.

A incompetência e a incapacidade de agregação?

Lamento-as, mas nada de novo neste clube que tem sido a matriz da maior parte dos dirigentes nas últimas décadas.

O que não é aceitável é um programa eleitoral intencionalmente desrespeitado e o engano dos sócios! Nunca, em tempo algum!

Na linha do que defendo (e assumo-o sem pruridos e sem qualquer condicionalismo que não que decorra da minha própria cabeça) desde que se perceberam os objectivos destes órgãos sociais e ficou a nu a mediocridade da sua gestão, faço não um apelo/pedido e sim um alerta aos membros sobreviventes dos actuais órgãos sociais:

Os senhores, mais que ninguém, sabem do incumprimento daquilo que se propuseram. Têm consciência, mais que qualquer outro sócio ou adepto, da desagregação do universo Sporting e da falácia da propaganda com que os sportinguistas são bombardeados. Ponham a mão na consciência e defendam o Sporting Clube de Portugal e esqueçam as narrativas sustentadas em agendas pessoais, revisionistas e divisionistas.

Demitam-se! Podem culpar o que bem entenderem para lavar a vossa face ou a de outros, mas demitam-se!

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