Estamos a menos de um ano de novas eleições no Sporting CP

O último ato eleitoral

No dia 8 de setembro de 2018, os Sportinguistas foram chamados às urnas. Na madrugada de dia 9 foi dado a conhecer que Frederico Varandas saiu vencedor nestas eleições, as mais concorridas de sempre, na qual votaram 22510 sócios.

A lista D de Frederico Varandas obteve 42,32% dos votos, no entanto representavam apenas 38,92% do número de votantes, ao invés da lista A de João Benedito, que apesar de ter liderado no número de sócios, com 43,46%, apenas conseguiu a tradução em 36,84% dos votos.

Como é através do número de votos que se valida o vencedor, foi Frederico Varandas e os órgãos sociais que estavam na sua lista que triunfaram e assumiram o comando do clube e também os destinos da Sporting, SAD.

O que dizem os estatutos?

No artigo 45º dos estatutos referente à assembleia geral eleitoral ordinária, leia-se novas eleições para os órgãos sociais do clube, indica no ponto 1 que “reúne ordinariamente de quatro em quatro anos, para eleição da respetiva Mesa e do seu Presidente, do Conselho Diretivo e do Conselho Fiscal e Disciplinar” que, neste momento, são eleitos por lista única.

Como as últimas eleições ocorreram em 2018 e se devem ocorrer de quatro em quatro anos, fica claro, que a próxima eleição dos órgãos sociais do clube deve ocorrer no ano de 2022, ou seja, no próximo ano.

No ponto 2 do mesmo artigo dos estatutos refere que “a reunião ordinária da Assembleia Geral eleitoral realizar-se-á entre os dias um de março e trinta de abril do ano em que deva ter lugar, sendo a respetiva data marcada pelo Presidente da Mesa Assembleia Geral, nos termos estabelecidos nestes estatutos, com uma antecedência mínima de 60 dias.”

Qual a importância do próximo ato eleitoral?

A importância do próximo ato eleitoral é crucial para a continuidade do Sporting Clube de Portugal da forma como o conhecemos.

Todos os sócios do Sporting vão ser chamados para escolher o Conselho Diretivo que irá tomar conta do Clube entre 2022 e 2026. Poderá ser o que está atualmente em funções, liderado por Frederico Varandas, ou outro que se apresente a eleições e esteja disposto a defender a manutenção da maioria do capital da Sporting, SAD através do próprio Clube.

O prazo de recompra dos VMOC foi adiado para até 26 de dezembro de 2026. Claro que já poderá ser um outro Conselho Diretivo em vigor, até porque pela lógica do indicado nos estatutos, até 30 de abril de 2026 haverá sempre uma nova eleição, mas o tempo será mais escasso para poder dar ao Conselho Diretivo que vier a ser eleito nessa altura, as condições para o compromisso dos VMOC.

No programa eleitoral dos atuais Órgãos Sociais, no Pilar V da Estabilidade Financeira, no seu ponto 1 diz :

Maioria na SAD. Garantir que o Sporting Clube de Portugal mantém a maioria do capital social da Sporting, SAD, assegurando a recompra das VMOC’S dentro de um quadro negocial que assegure um efetivo controlo dessa maioria.

No entanto, até ao momento, ainda se encontra por cumprir este ponto do programa e continuam os Sportinguistas a aguardar os novos desenvolvimentos sobre este tema, à medida que o tempo encurta para garantir que o clube permanece dos sócios vai encurtando.

Espero que os Sportinguistas quando forem chamados às urnas, tenham em consideração a questão das VMOC como tema fulcral para a confiança no seu voto, seja em quem for.

Imagem www.jn.pt

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