Heranças passadas? O Sporting é futuro e não passado!

Em entrevista ao jornal desportivo A Bola da semana passada, li com a devida atenção a entrevista que André Bernardo, Administrador da Sporting SAD, deu a esse jornal, replicando-se parte do conteúdo da mesma no Jornal Sporting dessa mesma semana.

Quando julgava que André Bernardo aproveitaria o seu espaço de antena no jornal A Bola e no Jornal Sporting para fazer um exercício, natural, não só de memória (para os convenientemente mais esquecidos) da época fantástica que o Sporting Clube de Portugal está a fazer transversalmente em todas as modalidades, de apresentação dos projectos futuros planeados para o Clube, do patrocínio da Nike nos equipamentos do Clube já para a próxima época, do comportamento deplorável de Sérgio Conceição e Paulo Sérgio no encontro que pôs as suas respectivas equipas frente a frente, dar seguimento à excelente comunicação de Rúben Amorim no que à captação e retenção de talentos diz respeito ou até mesmo da convocatória dos nossos Leões para representarem as respectivas Seleções Nacionais, eis quando André Bernardo me surpreende ao vir manter o discurso já francamente desgastado da “herança passada”.

Num momento como o que os milhões de Sportinguistas vivem esta época, recordo ao André Bernardo que a última coisa que todos nós queremos saber é da alegada “herança passada”, desde logo pois temos conhecimento e inteligência para saber que ela de facto existiu, mas foi uma herança boa não só ao nível dos métodos como dos recursos deixado pelo anterior Conselho Directivo.

Contudo, mesmo que assim não fosse e, se de facto se verificasse uma “herança passada” trágica e perturbadora do presente e futuro do Sporting Clube de Portugal, caberia ao Conselho Directivo que se seguisse (no caso ao actual) levar a cabo todas as medidas e ações que lhe permitisse resolver e acabar com todos os impactos negativos dessa alegada “herança passada”, não defraudando os Sócios do Sporting Clube de Portugal pois, acima de tudo, foi para isso que foram eleitos: resolver os problemas do Sporting Clube de Portugal.

Se entendo a motivação e o propósito do André Bernardo, sei também que ele tem noção e inteligência para saber que o timing desse tipo de narrativa já passou há muito.

Aliás, apesar de desactualizado, aprende-se nos livros que, em termos políticos e numa fase inicial de mandato, pode o actual mandatário optar sempre pelo discurso, já ultrapassado, de desculpar parte do seu fracasso ou incapacidade com os insucessos e fracassos do seu antecessor, tendo todos nós o exemplo daquilo que os protagonistas políticos nacionais nos presenteiam diariamente: a culpa é sempre de quem já não está mas já esteve.

Contanto a sua eficácia, esse discurso goza de um período de aceitação o qual claramente já foi ultrapassado na realidade do Sporting Clube de Portugal.

Recordo, ninguém quer, nesta fase, saber das alegadas “heranças passadas” mas queremos todos sim que o Conselho Diretivo não se desculpe com os seus antecessores, mas sim apresente soluções e resultados para essa alegada “herança passada”, relevando assim até mais aos olhos dos Sócios, o seu bom trabalho.

Ao André Bernardo permito-me deixar o seguinte reparo: fica mal falar dos ex-namorados, André. Se algum dia eles foram namorados, foi porque alguma coisa lhes vimos e alguma coisa de bom eles nos fizeram e, no caso do Sporting Clube de Portugal, o ex-namorado foi escolhido por mais de 90% dos Sócios do Clube, ou seja André, eu, o André e a esmagadora maioria dos Sportinguistas quisemos o ex-namorado, pelo que nos fica mal “cuspir” no prato onde já todos andámos a “comer”.

Mais André, recordo que o Sporting Clube de Portugal está a fazer uma época de excelência, não só no futebol profissional como em todas as suas modalidades fruto, também, do trabalho desenvolvido pela sua Administração André. Ou acha que nós Sportinguistas, somos tolos e não sabemos reconhecer o mérito a quem o merece?

André, por último, quem está a liderar todo o desporto a nível nacional não se desculpa com os alegados insucessos do antecessor (que existiram), mas tem sim um discurso de conquista futura, desenvolvimento e crescimento sustentável, ou seja, de líder.

Apesar deste percalço comunicacional, desejo ao André Bernardo a continuação dos maiores sucessos profissionais pois os seus sucessos são os nossos sucessos e alegrias.

Saudações Leoninas

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