Lembrarmo-nos dos Núcleos só nas Eleições é feio!

Como será do conhecimento da maioria dos leitores, pois disso dei conta no meu perfil de Facebook, dediquei juntamente com o meu Grande e Bom Amigo de todas as horas – o Senhor Professor Trindade Barros – com sacrifício pessoal, o meu Verão a visitar os Núcleos do Sporting Clube de Portugal por todo o país, de Norte a Sul, não esquecendo os Arquipélagos da Madeira e Açores, sendo muitíssimo bem recebidos, aproveitando para aqui, uma vez mais, agradecer a todos os Núcleos a amabilidade e Sportinguismo com que nos receberam.

Os Núcleos do Sporting Clube de Portugal representam a maior riqueza do Sporting – os seus milhões de Sócios e Adeptos – mas também a grandiosidade e importância de um Clube como o Sporting Clube de Portugal junto das populações nacionais, regionais e locais.

Para a grande parte de nós – residentes na Área Metropolitana de Lisboa – temos a felicidade e oportunidade de ver, sentir e participar, quase com periodicidade diária (assim o queiramos) na vida activa do Clube, marcando presença no Estádio José Alvalade ou no Pavilhão João Rocha.

Não nos esqueçamos, contudo, que o Sporting não é um Clube de Lisboa, tratando-se de um Clube com expressão Nacional e Internacional. Esta expressão remete-nos para a necessidade de reflectirmos que os Núcleos do Clube são, para muitos de nós, o “possível” Estádio José Alvalade e o “possível” Pavilhão João Rocha, onde à distância, sentimos e vibramos quando as nossas Equipas entram em campo.

A vida dos Núcleos do Sporting Clube de Portugal vive dependente do amor e paixão dos seus Associados, que com sacrifício pessoal, lideram e mantêm os Núcleos por esse País e Mundo fora mas, também, da Comunidade onde se encontram inseridos.

Contudo, não nos esqueçamos que além dos factores enunciados, os Núcleos vivem dependentes do sucesso desportivo das Equipas do Sporting Clube de Portugal nas suas diversas modalidades.

Aqui chegados, de agora em diante neste texto, deixarei de transmitir a minha sensibilidade e opinião pessoal para, aproveitando a visibilidade que me é concedida, transmitir factos (preocupantes) da realidade do quotidiano dos Núcleos do Sporting Clube de Portugal que me foram transmitidos em grandes conversas de Sportinguismo e amor incondicional ao Clube.

Nos últimos 8 anos, os Núcleos conheceram, infelizmente, duas fases muito distintas da sua vida: uma em que, fruto das vitórias e do sucesso desportivo do Sporting Clube de Portugal, transbordavam em afluência e entusiasmo que, na sua grande parte, se convertia em excursões semanais para acompanhar as Equipas do Sporting onde quer que fossem jogar; e outra fase onde, resultado da instabilidade desportiva e corporativa do Sporting Clube de Portugal, os Núcleos vivem sérias e graves dificuldades que põem em causa a sua manutenção e futuro, não obstante as dificuldades acrescidas que a Pandemia trouxe também às “nossas casas” (leia-se Núcleos do Sporting CP) por esse País fora!

Se a relação de dependência existente entre o sucesso dos Núcleos e o sucesso desportivo do Sporting Clube de Portugal me parece “normal”, também considero que cabe a cada um de nós contribuir para a dinamização e vitalidade dos Núcleos das Comunidades onde nos inserimos, seja profissionalmente, seja por residência ou até mesmo por lá passarmos férias habitualmente, fazendo-nos Sócios dos Núcleos, adquirindo neles o merchandising disponível ou tão somente lá almoçando ou lanchando.

Tal como no meu último texto – no qual apelei, fundadamente, a uma necessária e urgente união entre Sportinguistas dos vários “quadrantes”, são exactamente os Núcleos, também um motivo acrescido, para promovermos essa união, visitando-os e ajudando da forma que cada um entender ser a possível e adequada.

Não podemos transformar os Núcleos em campos de batalha de “brunismo” ou “varandismo”, prejudicando-os severamente por isso.

Não podemos ir aos Núcleos só no decurso de campanhas eleitorais.

Não podemos ir aos Núcleos só quando o Sporting ganha.

Somos hoje e SEMPRE do Sporting Clube de Portugal, nas vitórias e nas derrotas, nas alegrias e nas tristezas, na saúde e na doença!

Deixar os Núcleos do Sporting Clube de Portugal manterem-se nesta espiral “depressiva” é decretar, gradualmente, o fim da presença nacional, regional e local do Sporting Clube de Portugal, que tanta e tão preponderante importância representa nas Comunidades onde se insere.

Cabe à Administração do Dr. Varandas, atentar a este facto com a prioridade e urgência que lhe é devida.

Cabe à Administração do Dr. Varandas, criar políticas de benefício mútuo entre os Núcleos do Clube e o próprio Clube.

Cabe à Administração do Dr. Varandas, modernizar e agilizar o relacionamento entre os Núcleos e a “Administração Central”, dotando os primeiros de capacidade negocial, capacidade de atração de Associados é uma extensão, administrativa e desportiva, do Sporting Clube de Portugal.

Lamento que a Administração do Dr. Varandas tenha incumbido a Drª. Maria Serrano de, só depois de nos ver percorrer os Núcleos, perseguir os nossos passos – tinha, forçosamente, de ter sido muito mais cedo!

Há Núcleos do Sporting Clube de Portugal a fechar!!!!

Os Núcleos deram um grito de revolta!

Os Núcleos precisam do nosso apoio, da nossa intervenção!

Deixo-vos o link do site do Sporting Clube de Portugal https://nucleos.sporting.pt/pt/nucleos para verificarem qual o Núcleo da vossa área de residência, trabalho ou férias.

Vamos todos aos Núcleos! Façamo-nos Sócios dos Núcleos do Sporting Clube de Portugal!

Saudações Leoninas

P.S.: a todos nos deve muito orgulhar o regresso de João Mário;

P.S.1: bom arranque de campeonato da Equipa Principal de Futebol do Sporting Clube de Portugal – que mais vitórias nos aguardem no futuro;

Leave a Reply

Your email address will not be published. Required fields are marked *