Leoas de Ouro

Chegámos ao nosso terceiro e último dia deste fim de semana repleto de desporto. Para encerrar com chave de ouro, vamos falar da atualidade do voleibol do Sporting, depois viajamos pela atualidade da NFL e terminamos na atualidade do hóquei em patins

Voleibol

Neste nosso domingo que finaliza os nossos maravilhosos 3 dias das modalidades, aqui no Espartano, vamos para o voleibol com 2 derrotas complicadas de digerir e uma equipa feminina a jogar muito bem.

Começando por esperar que tenham participado do sorteio do Adrien que nos dá a possibilidade de ganhar um prémio muito valioso. Depois do sorteio do pai natal verde e branco, vamos começar esta atualidade pelo masculino, onde o Sporting a meio da semana foi a Horodok na Ucrânia para disputar com o VK Lvi Praha a passagem aos quartos da CEV Challenge Cup.

Fomos à Ucrânia jogar um set e meio. Decidimos baixar os braços demasiado cedo e, como tal, acabamos eliminados pelos ucranianos, perdemos por 1-3 com os parciais de 25-21, 24-26, 23-25 e 15-25. Uma boa entrada na partida, dava a ideia que ia ser o nosso jogo, que íamos conseguir levar a melhor neste duelo. Vencemos o primeiro set deixando boas indicações e alimentando essa ideia de que eramos capazes de eliminar estes ucranianos que, apesar de bons, não eram nenhuns bichos papões. Iniciamos o segundo set bem e a meio tudo mudou com erros e descentrações.

Os ucranianos mudaram a estratégia e nós começámos a sentir a pressão e, mais do que isso, começamos a ceder sob a pressão do adversário. Mesmo assim, estivemos na frente neste segundo set quase até ao final. Não finalizámos e acabámos por perder o set nos pontos mais derradeiros. Esta derrota já no final foi a machadada final, no que diz respeito à tranquilidade e calma que tínhamos evidenciado em set e meio onde jogámos bem. No terceiro set, mesmo mais nervosos e com mais erros, estivemos também quase o set todo na frente. Tivemos uma vantagem de 5 pontos, mas não soubemos gerir, não soubemos aguentar e esses erros, fruto do nervosismo, custaram novamente mais um set. No último, bem, foi o descalabro. Gersinho rodou a equipa e matou por completo a sua própria estratégia ou o que quer que fosse que estivesse pensado.

Como disse a Maria “o Sporting CP acabou mesmo por se ir abaixo por completo, dando o encontro como perdido”. Baixamos os braços cedo e acabamos por nem jogar, porque este último set foi tão mau que deu a ideia que nem jogámos. O nervosismo foi aumentando, a qualidade de jogo foi decaindo de set para set e, mais uma vez, acusámos e muito a pressão, sentimos cada erro de uma forma que nos atira para o fundo do poço muito facilmente. Mentalmente somos uma equipa incapaz de aguentar a pressão e à mínima coisa a equipa desmorona. Um bom set e meio, daí em diante mau e o último set muito horrível.

Luke Smith fez um jogão. Para quem não tinha saudades dele, ele fez questão de fazer um jogo absolutamente fantástico, para que todos sentíssemos falta dele. Foram 26 pontos e anulou ainda Paulo Victor, um campeão que deixou saudades por cá e que depois deste jogo ainda mais.

Depois deste jogo, que custou a engolir, íamos ter um jogo neste sábado com o Benfica. Iria ser mais do que um jogo, tal como o Adrien e o Tigas falaram. Depois do jogo europeu chegaríamos ao jogo deste sábado com a possibilidade de a equipa ainda acusar o cansaço do jogo e da viagem.

Perdemos por 0-3 com os parciais de 22-25, 20-25 e 26-28. É verdade que entrámos muito bem, a maioria esperava que a equipa acusasse o cansaço, a pressão e que aquela péssima exibição do último set europeu pesasse na equipa, mas a verdade é que entrámos muito bem. Conseguimos colocar o Benfica em dificuldades, chegámos a ter uma vantagem de 3 pontos (4-1). Depois eles começaram a equilibrar, mas íamos conseguindo manter esta força apresentada neste início de jogo. Só empataram no 7-7 pela primeira vez e, a seguir, passaram para a frente também pela primeira vez (7-8), mas, como disse, estivemos sempre em jogo, estivemos sempre no mano a mano com o Benfica que nem acelerava muito, apenas o suficiente. O primeiro time-out foi de Gersinho quando perdíamos por 15-18, o que foi importante, porque começámos a reduzir e a voltar a equilibrar tudo. Estivemos sempre entre o ponto de desvantagem e o empate, nunca íamos ficando para trás. A entrada foi boa e íamos mesmo surpreendendo os muitos que achavam que íamos ser atropelados desde o início. O time-out de Marcel que serviu no Benfica para afinar a equipa para o final do set, no Sporting Miguel Maia entrou na parte final, mas sem efeitos práticos. Nunca conseguimos empatar, eles foram até ao final em vantagem, vencendo mesmo por 3 pontos.

No segundo set entrámos novamente bem, tivemos várias vezes na frente e o equilíbrio era muito. Mais uma vez digo que era mais do que a grande maioria esperava, pois íamos equilibrando o jogo e conseguindo até estar na frente a jogar bem. Depois de um 16-16, a troca Honoré por Soares surtiu efeito para os encarnados que chegaram ao 17-20. Aí Gersinho pediu time-out e trocou o Bruno pelo Saliba e o Maia também entrava. A ideia era equilibrar e tentar ainda empatar, mas nunca funcionou. Mais uma vez estávamos bem, mas voltámos a perder desta vez por 20-25. Os encarnados, mesmo sem acelerar muito, venceram dois sets.

No terceiro set vieram as alterações nas equipas, principalmente no lado do Benfica. Um terceiro set que foi nosso, estivemos na frente grande parte do set. Só a meio é que perdemos a vantagem (11-12), mas demos a volta rapidamente. Voltamos a estar em vantagem até ao 24-22 e aí foi a fase decisiva. Tivemos a oportunidade de fechar o jogo, mas falhámos, podíamos e devíamos ter ganho este set, mas falhámos quando não podia acontecer. Errámos e perdemos a oportunidade de ganhar este terceiro set. Benfica empatou, voltamos a empatar, mas depois Marcel lançou André Lopes para servir e foi o fator determinante. Lopes arriscou e o Benfica acabou por vencer por 26-28.

Não foi bom perder, mas não foi tão mau como estávamos todos com medo que fosse acontecer. Tivemos hipóteses de, pelo menos, vencer um set, mas falhámos na altura decisiva, quando não podíamos falhar e, assim, perdemos por 3-0 contra um Benfica muito forte, pois estão em outro patamar e nem precisaram de aumentar a velocidade para nos vencer.

Depois desta derrota, vamos falar da equipa feminina que merece todo o destaque e atenção, não pelo que aconteceu no masculino, mas porque estão a jogar muito bem.

As nossas jogadoras entraram em ação antes da equipa masculina, jogando tão bem que esperávamos que a equipa masculina tivesse tirado umas notas. Mas neste jogo de sábado recebemos e vencemos o AVC Famalicão por 3-1, com os parciais de 25-10,25-4,18-25 e de 25-20. Foram dois sets em que atropelámos o AVC, os parciais demonstram isso mesmo. Foram dois sets em que soubemos anular o AVC e nos superiorizamos de tal forma que vulgarizamos esta equipa do AVC que é forte. Dois sets sem grande história em que fomos melhores.

Ana Couto, Vanessa Paquete, Gabriela, Bruna iam anulando as adversárias e brilhando de tal forma que o AVC parecia mesmo uma equipa de segunda divisão. Estiveram fortíssimas nestes dois primeiros sets, depois as coisas mudaram no terceiro. O AVC deixou de inventar, mudou a abordagem e conseguiu equilibrar e vencer este terceiro set.

Estas melhorias foram devido à mudança de estratégia, pela entrada da nº 14, a Tamara, que mudou o jogo, não só porque anulou a Paquete, mas também porque nunca a conseguimos anular e nem o bloco conseguiu combater esta jogadora que esteve apenas fantástica. Além do que causou na nossa equipa, ainda ajudou a que aparecesse Vanessa Rodrigues, uma distribuidora de muita qualidade que ainda não tinha surgido no jogo, mas que assim que entrou fez-se notar. Além da Vanessa, quem também apareceu, foi Margarida Reis, outra das jogadoras que beneficiou da troca que aconteceu. Desligámos, cometemos mais erros e tudo o que estava perfeito e sem falhas, foi alterado neste terceiro set e passou a dar tudo errado. Foi um set do AVC e, sem nada a dizer, foram melhores.

O último set foi ganho por nós. Não estivemos perfeitos como nos dois primeiros, mas demos novamente uma ótima resposta. Depois de um set menos bom e, mesmo com algumas falhas e sem conseguirmos anular a Tamara, conseguimos vencer, muito por Ana Couto que neste jogo brilhou muito e foi fundamental para esta vitória. Com 3-1, foi ótimo jogo, mesmo com aquele terceiro set menos bom, mas nem esse set mancha a vitória.

Como eu já disse, Ana Couto esteve fantástica, Vanessa Paquete também até ser anulada pela Tamara, Bruna e Gabriela jogaram muito bem, a Thais e mesmo a Aline também estiveram bem nesta partida.

Enorme equipa esta, dá gosto ver jogar, é das equipas mais fortes do Sporting neste momento e estas enormes jogadoras mereciam muito mais atenção de todos, do Sporting e dos adeptos. Não servem para compensar o masculino, é injusto fazer isso, pois estas jogadoras jogam muito bem e honram o Sporting como poucas equipas. Mereciam mais reconhecimento e atenção, porque são fantásticas.

NFL

Para falarmos da NFL esta semana, começamos pelos Patriots que foram trucidados pelos Rams e dependem de um milagre para ir aos playoffs.

No jogo que foi a reedição do Super Bowl LIII, os Los Angeles Rams, a jogar em casa no SoFi Stadium, amassaram os New England Patriots por 24 a 3, abrindo a semana 14 da NFL. Os Patriots tiveram uma atuação deplorável no ataque e na defesa, não conseguiram parar o running back dos Rams, Cam Akers, que terminou a partida com 171 jardas. Esta vitória mantém os Rams isolados na liderança da NFC Oeste com 9 vitórias e 4 derrotas. Já os Patriots caem com 6 vitórias e 7 derrotas, seguindo em terceiro na AFC Leste, e agora dependem de um milagre para ir aos playoffs.

Os Baltimore Ravens exploraram o ataque terrestre e venceram os Dallas Cowboys. Este jogo, que tinha sido adiado por conta do surto da COVID-19 na equipa de Baltimore, fechou a semana 13 da NFL. Os Baltimore Ravens venceram os Dallas Cowboys por 34 a 17, graças ao jogo terrestre. Lamar Jackson, um dos infetados pelo coronavírus, fez o seu retorno neste jogo e correu 94 jardas em 13 carregadas, incluindo um touchdown de 37 jardas no primeiro quarto. Foi a 16ª vez na história que a equipa de Dallas cedeu mais de 250 jardas terrestres, sendo que três foram nesta temporada. As 294 jardas terrestres, inclusive, são a sua terceira pior marca da história. Com este resultado, Baltimore tem agora 7 vitórias e 5 derrotas enquanto Dallas acumula apenas 3 vitórias e 9 derrotas. Falar ainda de David Johnson que, após ficar ausente por três jogos por conta de uma concussão, voltará a falhar para o Houston Texans e não vai jogar hoje contra os Chicago Bears. A equipa texana colocou o running back na lista de prevenção à COVID-19. Porém, não foi divulgado se jogador testou positivo para o coronavírus ou se esteve em contato com alguém diagnosticado com o vírus.

Hóquei em Patins

Para finalizar esta semana, vamos ao hóquei em patins, começando por um dos jogos que estava em atraso da jornada 12. O Famalicense recebeu e venceu o Turquel por 4-1. Desta jornada resta apenas o jogo do Benfica com o HC Braga que só vai ser disputado em janeiro.

Neste jogo, o Famalicense venceu com Pedro Mendes em grande a marcar 3 golos e chegou assim aos 11 neste ano. Pedro Mendes conseguiu brilhar e voltou a ser a figura do jogo. O Turquel afunda-se na parte inferior da tabela, com 8 pontos em 12 pontos, no penúltimo lugar.

Depois da liga, temos de falar claro da Taça 1947. Hoje vai ser a final entre o Sporting e o Benfica. Para aqui chegar, o Sporting venceu a Sanjoanense por 3-5 no prolongamento dos quartos-final e, depois neste sábado, venceu o SC Tomar por 5-3 na semifinal. Dois resultados iguais, mas dois jogos bem diferentes.

Nos quartos sentimos muitos problemas com a Sanjoanense, pois foi um jogo muito mais complicado do que podíamos esperar e imaginar. Não estivemos bem, com muitos erros e sustos. A Sanjoanense é uma equipa muito coesa, recua nas linhas, defende muito e aposta em sair o mais rápido possível. Até aqui nada de novo, é uma estratégia igual a tantas outras. O problema é que erramos muitos, não jogámos bem e acabámos por conseguir vencer já num prolongamento evitável, pois tivemos de jogar mais do que devíamos. O resultado foi melhor do que a exibição, não é uma novidade isto, mas aqui neste jogo foi muito abaixo do que é normal nesta equipa. Uma exibição muito má, mas que valeu a vitória.

Depois tivemos a vitória pelos mesmos números frente aos Nabantinos, uma equipa sempre perigosa e complicada que nos ia exigir muito mais atenção e foco. Jogámos melhor, mas mesmo assim fomos para o intervalo empatados a zero. No segundo tempo tudo mudou. A equipa assumiu mais o jogo, teve mais nota artística e foi muito superior ao que havia sido com a Sanjoanense. Este jogo que ditou o regresso de Pedro Gil, teve Alvarinho e Gonçalo Nunes de fora. Espero que a pensar na final, pois num jogo contra uma equipa como o Benfica de Alejandro Dominguez são dois jogadores que vamos necessitar pelas suas características individuais.

Numa primeira-parte mais tática, mais equilibrada, as duas equipas não quiseram errar, mas a chave estava na defesa do Tomar que impedia entradas perigosas e ainda remates de fora da área. Apesar de estarmos bem no jogo, íamos sentindo dificuldades em penetrar a defesa nabantina. Na segunda-parte tudo mudou, muito pela entrada de Pedro Gil que vinha “fresquinho” e com as suas arrancadas características ia conseguindo abrir brechas que antes não tínhamos conseguido abrir. Toni Pérez assumiu, também ele, grande protagonismo ao marcar o primeiro golo e a ser um dos melhores.

Chegámos ao 2-0 e adormecemos, baixamos as linhas e começamos a descomprimir ainda cedo e isso levou a que o Tomar subisse no jogo e conseguisse mesmo empatar. Aí o Tomar acabou por ir com muita sede ao pote e descompensou lá atrás, o que levou ao excesso de faltas que nos deram a oportunidade do Font marcar o nosso terceiro golo. O Tomar já estava à bica e nervoso e acabámos por tirar proveito disso mesmo. Eles tentaram subir e pressionar no campo todo e, sendo uma equipa de Nuno Lopes, isso deu asneira. Sendo assim e já a vencer por 3-2, aproveitámos o espaço, os erros e o nervosismo do Tomar para marcar mais dois golos e selar uma vitória que nos colocou na final de hoje e nos permitiu ainda ter um jogo bem mais tranquilo que o anterior.  Além do Pérez, Pedro Gil também foi um dos melhores, mas o craque do jogo e justo MVP foi o Verona que está cada vez melhor e é nesta altura fundamental.

O Benfica para chegar à final venceu o Barcelos por 3-2. Os encarnados fizeram um ótimo jogo como poucos haviam feito neste ano. Muito agressivos, muito acutilantes, não tão dependentes de Ordonez, com mais coletivo e muito menos erros. O Barcelos regressava depois de uma pausa forçada e, mesmo jogando bem, acabaram por estar um pouco abaixo do que nos habituaram nesta temporada, onde são a sensação da nossa liga. Depois disso jogaram com a Oliveirense, uma das equipas mais fortes do nosso campeonato, e o jogo foi “quentinho” para ser simpático.

Foi um jogo com uma das piores arbitragens que me lembro de ver, com a Oliveirense a ser claramente prejudicada neste jogo. Depois do que aconteceu neste jogo, era preciso fazer algo. Primeiro, a Oliveirense não abandonou o jogo, mas deve tentar fazer algo para que algo assim não se repita e depois a federação, ao ver um jogo assim, não pode fechar os olhos e achar que não é nada com eles. Deviam olhar para este jogo e perceber que é preciso mudar muita coisa na arbitragem portuguesa.

O jogo em si foi ganho pelo Benfica por 7-5 nos penaltis. Um jogo que foi como esperado muito equilibrado, com duas equipas muito fortes que se bateram muito. O problema foi a equipa de arbitragem que inclinou tudo para o lado das águias. O Benfica marcou primeiro, a Oliveirense respondeu e empatou. Depois novamente mais minutos de muito equilíbrio e o Benfica, através de Válter Neves, voltou a ficar na frente. Aí surgiu um dos momentos mais quentes da partida, o último minuto da primeira parte, onde Vítor Hugo empata, mas o arbitro invalida o golo, uma decisão muito errada. Era golo e a equipa de Oliveira de Azeméis foi para o intervalo a perder.

No regresso, novamente Válter Neves a marcar e a dilatar o marcador. Parecia que apesar do equilíbrio os encarnados iam conseguir vencer, mas a Oliveirense foi para cima e respondeu muito bem, chegando mesmo ao empate. Depois do empate veio o prolongamento, onde tudo continuou igual. Seguiram-se, então, os penaltis, onde o Benfica foi mais forte e conseguiu, assim, vencer esta partida chegando à final connosco.

Com muito equilíbrio nos dérbis, o Benfica não perde connosco há 3 três jogos, mas não nos podemos esquecer que este jogo pesa mais para os homens do Benfica, visto que não ganham nada internamente desde 2016 e, por isso, a pressão está muito mais do lado deles. Podemos e devemos tirar proveito disso mesmo. Trata-se de um jogo em que precisamos de estar muito mais concentrados do que estivemos nestes dois últimos jogos.

No feminino com jogos ainda para realizar, tivemos na zona Norte o Infante Sagres a vencer o Gulpilhares por 0-4, com Daniela Costa a destacar-se com dois golos e uma bela exibição.

Na Zona Centro e Sul, os jogos estão todos disputados e com isso estão encontradas as equipas que vão jogar a segunda fase. Sporting, Benfica, Vilafranquense, Ac. Feira, Carvalhos, Infante Sagres, Académica e Sanjoanense foram as 8 melhores equipas. Destaco, claro, a ótima campanha do Sporting, que passou em primeiro depois de vencer o Benfica, demonstrou que podemos sonhar e que os fantasmas ficaram no pavilhão da Luz e de lá não vão sair.

Na atualidade internacional, vamos até Espanha para falar do Liceo que já venceu neste sábado o Calafell por 0-4. Os homens da Corunha seguem imparáveis, com doze jogos só com vitórias e a jogar muito bem. Já é chover no molhado, mas Adroher joga muito e foi fundamental para o salto que esta equipa deu. Neste sábado foram 3 golos e uma exibição de alto nível.

Reus e Barcelona jogam hoje. Além do Liceo, destacar também o Igualada que venceu o Mataró por 5-1. Nada a dizer deste jogo de uma equipa que de forma até surpreendente tem andando na parte debaixo da tabela. Com esta vitória subiram a nono num dos melhores jogos da época, com Ton Balliu a marcar e a liderar como sempre a equipa, mas onde Yeste, que para além do golo também se destacou com uma boa exibição.

O Caldes, que venceu o Lloret por 6-4, subiu a quinto e confirmou aquilo que antevi antes do início de época, com os reforços iam ser das equipas em destaque e estão a sê-lo. Neste jogo, Xavi Rovira foi novamente o maior destaque e a maior figura com 3 golos. Para além dele, também Sergi Miras, com 2 golos, esteve em destaque no jogo.

De Espanha passamos para Itália para falar do Sarzana que segue na liderança, apesar de ontem terem escorregado frente ao Montebello com um empate a 4, naquele que foi um dos melhores jogos do fim de semana do hóquei, até ao momento. O Sarzana é treinado por Alessandro Bertolucci, um dos melhores treinadores do mundo e um dos meus preferidos. O Sarzana, como é característico das equipas de Bertolucci, joga muito bem. Neste jogo não foram além do empate, fruto da boa defesa do Montebello, uma das equipas que melhor defende e que joga sempre mais recuado. A figura deste empate foi o português Nuno Paiva que marcou 3 dos 4 golos do Montebello.

Ainda por Itália, falar do Follonica que venceu o Coreggio num duelo pelo oitavo lugar, em que o Follonica levou a melhor ao vencer por 4-1. Mais um ótimo jogo do Follonica treinado por um dos treinadores que eu mais gosto, Enrico Mariotti, um treinador de ataque e de hóquei do mais ofensivo que se pode ver. Neste jogo brilhou novamente, e como em todos os jogos, Pagnini com 3 golos. Todos os jogos foram disputados neste sábado. O Sarzana segue líder com 19 pontos em 8 jogos, em segundo segue o Valdagno com 16 pontos, mas com menos um jogo e a fechar o pódio está o Lodi, com 15 pontos e também com menos um jogo que o Sarzana.

Para terminar o hóquei, vamos regressar a Espanha para falar do hóquei feminino. No Grupo A jogaram-se dois jogos neste sábado.

O Cerdanyola venceu o Borbolla por 5-2. Nada a dizer, pois o Cerdanyola era favorito e confirmou esse mesmo favoritismo. Com uma superioridade e maior qualidade, a vitória não escapou às líderes do Grupo A. A maior figura foi do lado do Cerdanyola e novamente Gemma Sole com 3 golos e um jogão tremendo.

O outro jogo também não teve surpresas. O Manlleu venceu por 9-0 o Cuencas Mineras. O Manlleu é a única equipa sem perder, são 10 jogos só a vencer, mas como tem dois jogos em atraso seguem atrás do Cerdanyola. Neste jogo, Maria Diaz voltou a evidenciar-se com 3 golos e uma exibição brilhante. Além dela e também com 3 golos, esteve Nara Lopez que também jogou que se fartou.

 Cerdanyola é líder do Grupo A com 31 pontos em 12 jogos, Manlleu em segundo com 30 pontos em 10 e em terceiro o Telecable com 19 pontos em 9 jogos, elas que vão jogar hoje com os Las Rozas. Um jogo que se prevê mais equilibrado do que estes, mas com o Telecable a partir como equipa favorita.

 No Grupo B só sobra um jogo para ser jogado hoje, mas as líderes do Plegamans venceram de forma muito tranquila o AsturHockey por 0-7. Nada a dizer, foram muito superiores. Se a diferença já se sabia que existia, o Plegamans fez questão de, desde cedo, deixar claro ao que vinha e de evidenciar essa diferença. Com todas as jogadoras em bom plano, destaco Aina Florenza e Laura Puigdueta como os maiores nomes em evidência neste jogo.

O outro jogo que destaco para finalizar o hóquei feminino, foi a vitória do Voltregà sobre o Vila-Sana por 2-5. Mais uma equipa a confirmar o favoritismo, embora com mais sustos. Com 5 golos marcados por 5 jogadoras diferentes, destaco Cristina “Motxa” Barceló, não só pelo bom golo, mas por tudo o que ela fez neste jogo.

Plegamans na liderança com 29 pontos em 11 jogos, em segundo o Voltregà com 28 e em terceiro o Bigues i Riells com 21 e menos um jogo.

Por esta semana é tudo, espero que todos estejam bem, desejo a todos um ótimo domingo. Foram 3 dias com muitos jogos de grande qualidade nas mais diversas modalidades. Espero que todos tenham gostado, obrigado a quem lê e vê o programa.

Até sexta para voltar a dar voz às modalidades e voltar a iniciar mais um maravilhoso fim de semana desportivo aqui no Espartano. Não percam hoje o vídeo do gaming do Diogo e a live de Terça. Muito obrigado a todos cuidem-se e até sexta.

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