Made in Sporting – Catarina Rodrigues

Antes de te tornares atleta no Sporting fazias parte de um clube em Faro. Porque é que decidiste tornar-te atleta no Sporting?

Eu fazia parte do Karaté Clube de Faro e decidi mudar para o Sporting Clube de Portugal, porque o treinador com quem treinava em Lisboa recebeu um convite para ser treinador no Sporting e acabou por me convidar também para fazer parte da equipa. Sendo atleta do Sporting, tenho muito mais apoio e direito a mais condições. Acho que é um bom investimento na minha carreira como atleta, uma vez que o Sporting é um grande Clube conhecido [no karaté] a nível nacional e tem muitos atletas de referência.

Como tem sido a tua experiência como atleta do Sporting? Tens gostado de representar o Clube?

Eu represento o Sporting há menos de um ano. Entrei em setembro de 2019. Tenho gostado muito de representar o Sporting e estou nas Esperanças Olímpicas do Sporting, ou seja, faço parte do grupo de pessoas do Sporting que podem vir a representar Portugal nos Jogos Olímpicos.

Tenho gostado muito de subir ao pódio com o fato de treino do Sporting. Também é muito fixe, uma vez que o Sporting é o meu Clube desde sempre e representá-lo no karaté é um dos meus sonhos.

Quem são os teus maiores ídolos do desporto?

Eu sou muito fã da Telma Monteiro. Sempre a segui, porque acho que ela é uma excelente atleta, sendo uma das melhores em Portugal. Tem conseguido excelentes resultados e muitas medalhas.

Acho que é uma inspiração, toda a sua garra e como faz judo… é muito parecido com o Karaté e tento seguir os passos dela como atleta.

Até agora, qual é feito desportivo que mais te orgulhas?

O feito desportivo que mais me orgulho foi entrar para a Seleção e quando recebi a notícia de que tinha sido convocada para o meu primeiro Campeonato da Europa.

Os maiores feitos este ano foram o quinto lugar no Campeonato do Mundo em estive no Mundial a disputar o acesso à final – foi um combate que nunca vou esquece, e acabei por ficar em quinto – e, também, o segundo lugar no Campeonato da Europa em fevereiro.

Sei que tens vindo a trabalhar para obter um lugar nos Jogos Olímpicos de 2024. Na tua opinião, quais são, ou foram, os teus maiores obstáculos para lá chegares?

É verdade que faço parte das Esperanças Olímpicas para os Jogos Olímpicos de 2024, mas já recebemos uma notícia – que foi um bocado má – de que os Jogos Olímpicos em princípio não vão receber o Karaté em 2024, mas ainda não se sabe se é assim que vai acontecer.

Estava-se à espera da estreia do karaté nos Jogos Olímpicos em 2020. Uma vez que os Jogos vão ser adiados, ainda não se sabe para quando, o meu objetivo agora é mesmo integrar a equipa para os Jogos Olímpicos de Tóquio, uma vez que não sei se vai haver em 2024.

É sabido que existe uma diferença muito grande entre as formas de tratamento entre os atletas de futebol e os das restantes modalidades. Qual é a tua opinião acerca deste assunto? Que medidas é que achas que poderiam ser tomadas para diminuir esta diferença?

Acho que o nosso país não se importa com as outras modalidades. Não dá o devido valor às pessoas que fazem outras modalidades e que são grandes atletas. Têm excelentes resultados lá fora e, no entanto, muitas das vezes, a maior parte da sociedade não sabe quem elas são. Penso que nós deveríamos, sempre que ganhássemos uma medalha lá fora, ter uma notícia. Devíamos ter mais credibilidade perante a sociedade, porque só os atletas de futebol é que a têm.

Não faz sentido, quando uma comitiva de qualquer Seleção ou Federação vai representar Portugal, seja num campeonato da Europa ou do Mundo, e não ser falada nas notícias ou não ter os seus resultados divulgados. Só a seleção de futebol é que tem essa importância, apesar da seleção e os seus atletas também terem mérito.

Nos jornais, por exemplo, já me aconteceu vir numa página ao canto em pequenino numa notícia. Acho que não faz sentido. Podíamos ter a mesma importância que os futebolistas. Fazemos desporto, esforçamo-nos, talvez mais do que eles, porque conciliamos a escola e outras coisas e acabamos por não ter esse mérito aos olhos das outras pessoas.

Finalmente, quais são as tuas perspetivas para a tua carreira desportiva, e não só, nos próximos anos?

Como eu já disse, o meu grande objetivo para o próximo ano e até que os Jogos Olímpicos de 2020 sejam feitos, é claro conseguir o acesso para os Jogos de Tóquio, ou seja ir ao torneio de qualificação – que ainda não se sabe quando se vai realizar- e conseguir ficar apurada para os Jogos.

Para além disso, gostava de continuar a ser convocada para a Seleção, e tentar, no próximo Campeonato da Europa, ser campeã europeia – também é um dos meus grandes objetivos – e ainda começar a ter medalhas já em Séniores.

Catarina Rodrigues é uma atleta de Karaté que se juntou ao Sporting Clube de Portugal em setembro de 2019, conciliando o desporto com os estudos universitários. E já desde os 5 anos pratica a sua modalidade predileta. Começou no Karaté Clube de Faro e hoje conta com onze participações internacionais e um segundo lugar no Campeonato da Europa do seu escalão. Atualmente faz provas no escalão sub 21 e sénior na categoria de -50kg,

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