Prioridades Sporting: Demissão

No rescaldo de uma época desastrosa, cujos resultados foram pré anunciados no fim do verão de 2019, tais foram os desvarios da gestão do futebol do Sporting que enfraqueceram o plantel profissional, apesar da arrogância autista dos actuais dirigentes  que entre “os rivais perderam os melhores jogadores e o Sporting reforçou-se” e “esta foi a melhor preparação de sempre”, não faltam tiradas gerenciadoras de memes…

… havia quem pedisse para o presidente do clube dar a cara. Houve, também, quem dissesse que não era necessário. Porque “dar a cara” no dicionário do Sr Varandas, é fazer uma açorda entre desculpas e bodes expiatórios, sempre pronto a apontar o dedo a terceiros, com o “apoio” de alguns pontas de lança na Comunicação Social, sempre lestos a defender a mediocridade no Sporting.

Conforme se provou. Assistimos nesta semana a dois excelentes artigos de um blogue sportinguista, onde se desmascara, mais uma vez, o verdadeiro embuste que é a comunicação de Varandas e como tem a passadeira vermelha sempre pronta num certo órgão de comunicação social, para que a propaganda bacoca e mentirosa se mantenha viva.

Enganando sportinguistas.

“Assumo a responsabilidade”, diz o sr presidente. Como? Culpando a herança, a pandemia, os árbitros, etc..

Já são pontos vistos e revistos, incluindo por mim, mas nunca é demais mencioná-los…

1-      Varandas herdou, é verdade, um clube a sair de um contexto complexo e a sofrer de uma perda da capacidade competitiva e com dificuldades de tesouraria, dadas as rescisões. Os acordos com os rescisores não seriam em tempo útil para suprir algumas das tais necessidades e não seriam também, naturalmente, pelos valores normais de mercado.

2-      Reconhecendo as dificuldades, não há desculpas para a falta de ajustamento a uma nova realidade (sem Champions League) e aqui, está muito longe de a coisa se circunscrever a Sousa Cintra.

3-      Entre salários e aquisições, o Sporting gastará no fim destes dois anos, cerca de 200M. Bruno de Carvalho gastou 135M, nos seus primeiros 3 anos. Juntos!

4-      O que Varandas gastou nestes 2 anos, sobrevivendo à conta da herança que se queixa (entre vendas e antecipações milionárias de contratos) , tendo em conta o plantel que formou, onde as mais valias desportivas e financeiras potenciais praticamente se reduzem aos jogadores herdados e à formação (que vendeu como “destruída), resultará e agora sim, numa herança terrível para quem tiver a coragem de lhe suceder. É que esse sucessor já não poderá usar a desculpa de Alcochete… e já não terá, também, os opinion makers da praça a dourar a pílula ao pós Bruno de Carvalho, independentemente dos disparates feitos,

5-      Algum dia irei perceber o descaramento da pseudo elite do Sporting na insistência dos chavões relativamente à tal herança. O único presidente que deu lucro desde 1995 (em termos consolidados), que no seu último ano (o tal dos desvarios, dizem), colocou o Sporting em condições de ganhar tudo (e ganhou quase tudo). E isto quando em 2013, lembre-se, os capitais próprios eram negativos em 120M.

Reitero, no fim desta miserável época desportiva, o que tenho dito nos últimos largos meses.  Os mandatos são para cumprir, mas não de forma cega.

A incompetência, o embuste, a mentira, as desculpas, a falta de coragem, o divisionismo e o revisionismo há muito que ultrapassaram os limites do tolerável, é mais que momento para dizer chega a esta insanidade ou seremos TODOS cúmplices nesta morte lenta do Sporting Clube de Portugal e aqui, em primeira instância, aponte-se o dedo aos dirigentes.

Estão à espera de quê, para se demitirem?

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