Rui Pinto em prisão domiciliária

O nosso timing não poderia ter sido melhor ao publicar a nossa entrevista com Pippo Russo. Durante esta, centrámo-nos em Jorge Mendes, mas também quisemos saber a opinião do sociólogo sobre Rui Pinto.

Ontem descobrimos que o orquestrador das “Football Leaks “e “Luanda Leaks” foi retirado da prisão preventiva (onde se encontrava há mais de um ano) e colocado em prisão domiciliária.

Segundo a comunicação social, nesta mudança pode estar também incluída um acordo com o denunciante para colaborar com a Polícia Judiciária.

Relembre-se que a Polícia necessita da ajuda de Rui Pinto para conseguir abrir várias pen-drives e discos rígidos que ficaram na sua posse durante a operação policial na Hungria.

Estranha-se esta decisão vir um ano depois da prisão de Rui Pinto, uma vez que, segundo os seus advogados, o whistleblower mostrou-se aberto para colaborar com as autoridades. No entanto, não só os termos nunca foram discutidos, como também foram sempre rejeitados pedidos – inclusive uma petição pública – para aliviar esta medida a Rui Pinto.

Finalmente o tribunal decidiu que a prisão preventiva era uma medida forte demais para a situação em causa.

De acordo com declarações do próprio Rui Pinto, o Ministério Público e a Polícia Judiciária poderão não ter interesse em colaborar com ele, uma vez que é sabido que os ficheiros nos discos rígidos envolvem organizações afetas a Cristiano Ronaldo, à Procuradoria Geral da República, Vistos Gold, BES Angola entre outros.

Apenas o tempo dirá se este aliviar de condições poderá indiciar um novo vislumbre das negociatas e acordos entre as elites nacionais.

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