Sporting Anónimo – Diogo Neto

Natural de Abrantes, trabalho em Lisboa em desenvolvimento de Software.
Sou sócio do Sporting Clube de Portugal e costumo ir ao estádio e pavilhão sempre que posso, desde o anos 90.


Como te tornaste Sportinguista?

Desde muito novo que comecei a frequentar o antigo estádio José Alvalade. Ia com o meu pai e mais um conjunto de Sportinguistas apoiar a equipa. Fazíamos viagens desde o interior do país até à capital só para ver o grande Sporting. Lembro-me de grandes jogos contra Bayer Leverkusen, Real Madrid ou Porto, da emoção de poder ir ver os jogos ao vivo e do ambiente dos jogos de Liga dos Campeões.
Aos 20 anos, já a viver em Lisboa, comecei a ter oportunidade de ir mais frequentemente ao estádio e fiz-me sócio do Sporting Clube de Portugal.

Para ti, qual foi o momento mais eufórico que viveste ao vivo pelo Sporting? E o mais frustrante?

O momento mais eufórico no estádio penso que tenha sido os dois golos do Slimani na vitória sobre o Porto na época 2015/2016, em que vencemos por 2-0. Mostramos superioridade e consolidamos o então 1º lugar no campeonato.

O mais frustrante terá sido um lance (no dia do meu 28º aniversário) nessa mesma época 2015/2016, em que o Bryan Ruiz falha um golo de baliza aberta, que não nos permitia traduzir no resultado a superioridade que tivemos nesse jogo.

Qual a modalidade, excluindo o futebol, que mais gostas de ver? Porquê?

Se tiver de escolher apenas uma, talvez escolha o Andebol. É uma modalidade muito apaixonante pelos jogos disputados e a incerteza do resultado até ao final.

Já há alguns anos que tenho o gosto pela prática e por acompanhar o Sporting nessa modalidade em particular, embora siga todas as modalidades de um modo geral, não só as modalidades de pavilhão, mas também modalidades como os desportos de combate, atletismo ou ciclismo, por exemplo.

O que esperas para o futuro do Sporting?

Há três situações que gostava de chamar a atenção: a primeira, relativamente ao corte do protocolo com as claques, um virar de costas nunca antes visto por uma direção aos seus adeptos que mais apoiam o clube. Depois de lhes terem sido retiradas as Gameboxes, serem apelidados de “escumalha” e privados de ostentar na lapela os seus adereços, continuam incondicionalmente com o clube seja em Portugal ou no estrangeiro.

A segunda, prende-se com o pagamento de uma mensalidade feita pelos praticantes de diversas modalidades que frequentam o Multidesportivo. Após o fecho de portas (por tempo indeterminado) devido à pandemia que o país atravessa, continuam a receber as referências para se efectuarem os pagamentos, quando já foram feitos pagamentos com dois meses de antecedência e o espaço está fechado. Mas afinal, se não se pode utilizar o espaço, se não há treinos, estaremos a pagar o quê? A transferência recorde de um treinador de futebol em Portugal e o seu salário milionário?

A terceira, a minha tristeza pela falta de respeito que a actual direção teve por um símbolo do Sporting, como é Fernando Fernandes, que muito respeito deu ao clube.

Após 28 anos ligado ao clube, respeitando os seus ideais e conquistando diversos títulos nacionais, europeus e mundiais, quer como atleta quer como treinador foi dispensado juntamente com a restante equipa técnica que compunha a estrutura da modalidade de Kickboxing, no decorrer de uma época e sem justificação para que tal acontecesse. Além dessa vertente desportiva, Fernando Fernandes também tinha uma vertente pessoal no convívio com diversos núcleos espalhados pelo país, trabalhando ativamente para a expansão da marca Sporting.

Espero que o clube continue a crescer para se tornar num clube ainda maior do que aquele que já é. Que se modernize como empresa estruturalmente em todas as áreas, que seja eclético, competitivo e formador, assim como desejo o regresso de uma modalidade histórica do clube que é o ciclismo que tem alguma visibilidade e permite que o clube ande por todo o país.

No futebol, desejo a conquista de muitos títulos nacionais, bons desempenhos nas competições europeias, nomeadamente na Liga dos Campeões e, com isso, o aumento de receitas e prestigio internacional.

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