Taça e o Melão

Welcome aboard para mais uma semana de atualidade por várias modalidades. Mais uma semana de grandes jogos, grandes momentos que eu vou tentar levar a até vós. Esta semana temos ciclismo, andebol, basquetebol e voleibol sempre no masculino e no feminino.

Ciclismo

Na atualidade do ciclismo, para além do Giro e da Volta a Portugal que já falei no programa de ontem, vou aqui falar de duas corridas, duas clássicas que aconteceram em solo belga. Vou falar de todas da mais recente para a mais antiga.

Vamos começar pela Bélgica, onde tivemos a Brabantse Pijl, uma clássica que acontece desde 1961, a Flecha Brabanzona. Nos masculinos, tivemos uma vitória do Julian Alaphilippe, que bateu Mathieu Van der Poel e Benoit Cosnefroy num sprint a três. Esta clássica marca a passagem das clássicas das ardenas para as clássicas do empedrado. Este ano o mais forte foi o campeão do mundo numa corrida muito animada com muitos ataques. Alaphilippe e Van der Poel atacaram a mais de 60 kms e depois a 35, 16 e 10 kms da meta, aí ficaram apenas com o Cosnefroy como companheiro de fuga. Conseguiram chegar até ao fim e, apesar do susto, o francês venceu batendo Van der Poel. O nosso Rui Oliveira foi 26º a 32 segundos.

Na corrida feminina, Grace Brown venceu, ela que atacou a 17 kms da meta e venceu isolada na frente do duo da Sunweb, Liane Lippert e Floortje Mackaij. Tal como na corrida masculina, foi tudo muito atacado e muito animado. A Sunweb apanhou todas as que tentaram fugir e foi colocando sempre um ritmo muito forte. O problema foi a australiana que atacou no momento exato e revelou capacidade para aguentar e vencer sozinha.

Outra das corridas foi a mítica Liege-Bastogne-Liege. Na corrida masculina venceu Primoz Roglic, fazendo um feito pouco conseguido que é vencer grandes voltas e juntar a isso uma clássica desta dimensão, mas Roglic venceu à frente de Marc Hirschi e de Pogacar. Curiosamente, outro esloveno, Matej Mohoric, ficou logo atrás em 4º. A corrida animou nos últimos 50 kms, principalmente depois do ataque de Tom Dumoulin, no  Cote de la Roche-aux-Faucons. Aí sim, tudo mudou, tudo se partiu e depois de vários ataques chegaram na frente à meta Alaphilipe, Hirschi, Pogacar e Roglic. No sprint final, Alaphillipe levantou os braços cedo demais, comemorou uma vitória que, na verdade, não existiu. Quem foi o mais forte, na verdade, naquele sprint final foi Roglic, que fez o sprint por fora e sem ninguém dar conta acabou por vencer. O francês alem da celebração antecipada foi relegado para quinto no final por ter tido um sprint irregular. O nosso Rui Costa foi 40º a 1:18.

Na corrida feminina, venceu a britânica Lizzie Deignan, que conseguiu a sua quarta vitória do ano, vencendo na frente da Grace Brown e Ellen Van Dijk. Lizzie Deignan fez parte da fuga grande parte do dia na frente. Atacou a 30 kms da meta e nunca mais foi apanhada. Ganhou com apenas 9 de segundos de vantagem numa vitória de esforço e garra, mas resistiu à perseguição de Grace Brown, que saiu do grupo e conseguiu manter a vantagem para o grupo, mas nunca chegou até à Lizzie. Ellen Van Dijk foi a mais rápida no grupo maior.

Duas belas clássicas, cada uma delas tanto nas corridas masculinas como nas corridas femininas com muito espetáculo.

Andebol

Na atualidade do andebol, claro que começamos pelo Sporting que venceu MAIA/ISMAI por 27-34. Com os primeiros 10 minutos muito renhidos, começámos depois a distanciarmo-nos devido ao Valdes e ao Frankis. A nossa qualidade e bom jogo levou-nos a vencer ao intervalo por 7 golos, íamos sendo superiores e o resultado ia refletindo isso. Depois na segunda parte, fizemos um bom jogo. O ISMAI é equipa candidata a descer com muitos problemas, como se viu, e o mister Rui Silva aproveitou para poupar jogadores lançando Joel Ribeiro, Duarte Seixas e o Salvador Salvador. Clarac, o pivot com 5 golos está pivot a render cada vez mais. O jovem francês vai aproveitando cada oportunidade. Na parte final, algumas desconcentrações, mas a vitória estava assegurada. A única coisa que mudou foi o reduzir da vantagem que passou de 10 para 7, mas foi bom jogo defensivamente e, no geral, foi uma vitória tranquila do Sporting.

Depois vencemos o Avanca por 29-27 num jogo bem pior, mas onde, mesmo assim, a vitória nunca esteve comprometida. Apesar da vantagem curta, o Sporting nunca esteve com a vitória em causa, mas é um resultado fruto da superioridade que levou a que a equipa levantasse o pé e começasse a ver o Avanca aproximar-se. Entrámos muito bem e melhorámos muito do minuto 10 em diante e o jogo acabou resolvido ao minuto 40. Foi por este motivo que os jogadores não só baixaram o ritmo como a desconcentração começou a reinar, porque a vantagem era de 7 golos e íamos sendo bem superiores apesar da má entrada. Quatro golos era a vantagem ao intervalo e no recomeço do jogo o Sporting entrou muito bem, forte, bem a defender e bem a atacar. O Sporting aumentava a vantagem, muito pelo ataque rápido do Francisco Tavares e pelo que o Roque ia conseguindo fazer. Claramente, o nosso melhor período foi com o Roque em campo.

Depois vieram as asneiras e os problemas. A desconcentração foi de tal forma que ficamos apenas com um golo de vantagem e acabámos o jogo a acusar a pressão, numa parte final horrível e sofrível. Valeu pela vitória e o continuar da nossa invencibilidade. O bom início da segunda parte, o bom jogo do Roque, do Valdes e do Skok, como sempre, mas fica uma parte final horrível e mais uma vez a evidência de que algumas vacas sagradas estão demasiado sem pressão.

Em outros jogos, o Benfica venceu o ABC por apenas 29-30. Mais uma vez, o jovem central do ABC André José em destaque. Além dele, gosto e tenho gostado de ver o Rui Batista e do pivot georgiano, o Arsenashvili. Tal como no jogo com o Sporting, o ABC mostrou que, apesar da juventude, pode surpreender e causar dificuldades. O Benfica venceu, com o melhor jogador em campo a ser, como tantas vezes tem acontecido e vai continuar a acontecer, Sergey Hernandez. Depois desta vitória mais apertada, o Benfica venceu o ISMAI por 34-22. Tal como connosco, foi uma vitória tranquila e bem mais fácil.

Falando do Porto, a equipa venceu por 35-23 o Póvoa, uma equipa com muita experiência, começando logo pela baliza com Humberto Gomes, mas com jogadores, como os laterais direitos o Manuel Sousa e o José Rolo, e onde os principais destaques são Alan e António Ventura, jogadores para bem mais que o Póvoa. Foi um jogo fácil, tal como o jogo a seguir, em que o Porto venceu o Boa-Hora por 34-22. Dois jogos fáceis que deram para o Porto gerir e para dar tempo aos miúdos e, o que mais é de destacar, é a estreia do Francisco Costa que é um talento enorme ainda mais talentoso que o irmão Martim. O Francisco faz lembrar em alguns aspetos o pai, o histórico Ricardo Costa. Dois manos para acompanhar pelo enorme talento de cada um.

La fora, falo do campeonato francês e daqueles 2 bons jogos que tivemos. A começar pelo dérbi, onde o Montpellier levou a melhor sobre o Nîmes por 24-25. Com uma boa atmosfera no Parnassus apesar das restrições, o Montpellier começou melhor. O Nimes ia sentindo dificuldades na defesa e o Montpellier, mesmo sem Richardson e Porte, ia sendo melhor e chegou ao intervalo a vencer. Depois do intervalo muda, com o Nimes a regressar dos balneários bem diferente e consegue equilibrar tudo. Um belo jogo de andebol. No Nimes, a recuperação deveu-se muito aos pivots, Nieto e Poyet. No outro lado, Porte entrou na parte final para ser fundamental para a vitória do Montpellier. Diego Simonet e Quentin Minel foram enormes neste jogo, estiveram em grande destaque, mas quem acabou por decidir a vitória do Montpellier foi o guarda-redes Bonnefoi, com uma eficácia de 60%.

Em outros jogos pela França, destaco o Nantes que, mesmo com muitas baixas, venceu o Toulouse por 32-29, jogo equilibrado no início, demorou para uma equipa ganhar uma vantagem grande. A maior diferença foi de 3 já perto do intervalo e aí Nori Benhalima marcou e reduziu para o Toulouse, fixando o resultado ao intervalo em 15-13. Depois do intervalo, o Toulouse recupera com dois golos de Abdi, mas o empate dura pouco tempo, porque o Toulouse errou demasiado e com isso surge uma nova vantagem de 3 golos para o Nantes. Novamente tudo a mudar com o Toulouse a conseguir um 5-0, passando a liderar e, quando parecia que iam embalar para a vitória, o  Nantes volta a empatar empurrados pelo público e não só empatam como conseguem colocar a diferença em 2 golos, naquela que viria a ser a diferença final. Dezanove turnovers para o Toulouse, algo que explica como conseguiram perder vantagens e depois o jogo contra um Nantes muito desfalcado.

No feminino, vou destacar a Bundesliga alemã e o super Dortmund que conquistou a quarta vitória em quatro jogos. Desta vez venceram o TuS Metzingen por 25-20, perante 300 espetadores no pavilhão dos desportos de Wellinghofen. Apesar do bom começo, a equipa do TuS começou a acusar a vantagem e a juventude da equipa começou a tremer. O Dortmund, com a equipa forte que tem, foi ganhando e aumentando a vantagem. Chegaram ao intervalo a vencer por 15-9. Nicole Roth foi a melhor, principalmente depois do intervalo, reduzindo a vantagem do Dortmund para apenas 2 golos. O jogo continuou assim bem equilibrado e a juventude do TuS ia conseguindo gerir melhor o jogo, mas aí apareceu a classe da Kelly Dulfer que marcou 6 golos nos últimos 10 minutos e liderou o Dortmund para a vitória.

No outro jogo, o Thuringian HC venceu e assumiu a liderança da Bundesliga. Na pré-época, estas equipas tinham empatado, por isso o THC estava avisado do perigo que era este jogo e a verdade é que foram superiores e venceram o HSG Blomberg-Lippe por 36-28. Malina Marie Michalczik apareceu logo no primeiro ataque com um belo golo para o HSG, mas pouco durou a resposta foi dada pela fantástica Marketa Jerabkova. Ao fim de 2 minutos estava 2-2. As guarda-redes estavam em alta e o equilíbrio nesta altura reinava. Depois tudo mudou. O THC ganhou superioridade e embalou para uma vantagem confortável, muito através de Marketa Jerabkova que fez um jogão desde o começo e, como tal, chegavam ao intervalo a vencer por 18-12. Na segunda parte nada mudou. O THC continuava melhor e superior e foi gerindo essa superioridade até ao final. Marketa Jerabkova foi a estrela com 11 golos, como sempre em destaque, mas além dela foi bom jogo de Nele Franz nas derrotadas com 6 golos. 

Basquetebol

Conquistámos a Taça de Portugal. Quarenta anos depois, o Sporting voltou a vencer a Taça de Portugal.

Para chegarmos à final, derrotámos o Vitoria SC, 85-71 num jogo que se pode dividir numa ótima primeira parte, onde fomos superiores e a prova disso foi a vantagem de 16 pontos (42-26), e uma segunda parte bem diferente. O terceiro período foi muito mau e no quarto período, mesmo melhorando, deixámos muito a desejar. Bom jogo do Henry e do Smith, os reforços aqui mostraram serviço, mas para vencermos foram aqueles triplos decisivos do Ellisor e do Travante que fizeram a diferença.

Na final defrontámos o Porto que tinha eliminando o Benfica, vencendo por 81-74. A pausa forçada do Benfica a fazer estragos na equipa que, apesar de ter muita qualidade, continua sem conseguir jogar bem, embora com o tempo seja uma equipa que vá subir de rendimento. O Porto foi muito Landis, que é um jogador de enorme qualidade e provou isso nesta vitória.

Por isso, uma final entre Sporting e Porto, onde fomos melhores. Quarenta e um anos depois regressamos à Europa, 40 anos depois regressamos às conquistas da Taça de Portugal. Bom jogo do Sporting, equilibrado com ligeira superioridade para o Porto. O Sporting ia errando mais, a nossa defesa ia falhando mais e no interior e nas lutas pelas tabelas, o Porto ia se superiorizando. Ao intervalo, os dragões iam vencendo por 39-35. Foi um bom jogo até ao intervalo, mas depois disto tudo ,mudou muito por culpa do professor Luís Magalhães que teve dedo na melhoria do Sporting. Passámos a defender a zona e a marcar individualmente o Landis. Com isso não só melhoramos muito como demos a volta ao jogo.

A vantagem foi aumentando, fruto da nossa defesa e da ineficácia do Porto, e entrámos no ultimo período a vencer por 53-60. Reentrámos em grande com um triplo do Ellisor e começávamos a ganhar uma vantagem muito importante no jogo. Íamos continuando a vencer e Travante, que havia sido guardado pelo Professor Luís Magalhães pelas faltas, reentrou e meteu logo um triplo. O Porto acusou esta entrada em grande do Travante e começou a quebrar. Mais erros defensivos e ofensivamente não era o Porto. Por isso, o Sporting venceu muito pelo Professor Luís Magalhães. É muito dele esta vitória, soube alterar a equipa e a estratégia, as substituições foram fundamentais, mas a leitura de jogo do mister esteve impecável, soube o que fazer e, principalmente, a mudança da defesa ao intervalo fez toda a diferença.

Ganhámos a taça e que seja a primeira de muitas conquistas neste ano. Destaco o Fields, claro, foi o MVP, Amiel e, como sempre, Travante e, principalmente nesta final, o Ellisor que foi fundamental quando o Travante esteve de fora. Henry e Smith neste jogo estiveram bem abaixo.

Lá por fora, temos novas vencedoras na WNBA. As Seattle Storm venceram por 3-0 as Las Vegas Aces. O domínio absoluto e o quarto título para as Storm, o quarto titulo para Sue Bird. Um resultado de 93-80 no primeiro jogo, 104-91 no segundo e neste último a diferença maior 92-59.

As Aces acusaram a falta de opções e foram derrotadas por umas Storm imparáveis, que foram muito superiores em todos os jogos, conseguindo fazer história com mais uma conquista. Sue Bird e Breanna Stewart foram e são as maiores estrelas desta equipa, mas Jewell Loyd foi fundamental na defesa e nos ressaltos. Canada foi sempre muito importante nas Storm e, no outro lado, estava a fantástica e MVP, A’ja Wilson, mas foi também uma equipa onde as ausências como a Cambage se notaram muito.

Boa época da WNBA apesar de tudo e, como espetador de mais uma época, ficaram bons jogos, vários grandes jogos, Wilson e Stewart como das maiores figuras desta época, mas além delas a brasileira Damiris Dantas, a colega de equipa nas Lynx, Napheesa Collier, Taurasi, Candace Parker, Skylar Diggins-Smith, DeWanna Bonner e tantas outras encantaram a todos os que assistiram a mais uma época de WNBA que termina com a vitória da equipa que venceu na fase regular, as Storm, a praticar um basquetebol muito bom.

Ainda no basquetebol, destaco o San Pablo Burgos que venceu a Basketball Champions League ao derrotar o AEK por 85-74. Num grande jogo, os espanhóis levaram a melhor liderados pelo base estadunidense, Thaddus McFadden, com 18 pontos. O AEK até começou melhor, mas a vantagem durou pouco. No segundo período, o Burgos assumiu uma vantagem grande conseguindo um 35-12 que ajudou a que liderassem ao intervalo por 49-36. No terceiro período a vantagem do Burgos subiu para os 19 pontos e continuavam muito mais fortes e superiores. No último período, o AEK cresceu, meteu 25 pontos, ficou mais próximo, mas não o suficiente para discutir o jogo. Apesar da derrota, foi um belíssimo jogo do Tyrese Rice e do base Keith Langford nos derrotados.

Na Eurocup, mais uma jornada e o jogo que eu destaco, além do atropelo do Mónaco aos lituanos do  Lietkabelis por 82-57, é o duelo que opôs o Andorra e o Bourg. Os espanhóis levaram a melhor num belo jogo de basquetebol em França, vencendo por 84-77. Ante Tomic, com 18 pontos, liderou os espanhóis, mas do lado dos franceses esteve o melhor jogador desta partida, o base Danilo Andjusic, também com 18 pontos.

Na Euroleague, destacam-se 2 jogos. Primeiro, o Baskonia que venceu com grande superioridade o Real Madrid, num dos melhores e mais aguardados jogos desta primeira ronda. O Baskonia, em Vitoria, recebeu e venceu o Real Madrid, apesar disso, os madrilenos entraram melhor e começaram o segundo período a vencer por 1. No segundo período começou a superioridade do Baskonia. O Real Madrid jogou e cometeu muitas faltas, 27 faltas pessoais no total. Muitos erros e as grandes figuras do Real passaram bastante ao lado. Henry e Peters os melhores neste jogo, com 23 e 18 pontos respetivamente e, do lado do Madrid, Deck esteve bem abaixo e foram Campazzo e Walter Tavares a tentar fazer a diferença e a serem os melhores. O argentino com 17 pontos e o Tavares com 10 pontos e 7 ressaltos.

O segundo jogo que destaco foi o duelo turco que o Fenerbahçe venceu ao bater o Anadolu Efes por 71-80, num duelo já da segunda ronda. Vesely, com um duplo, e Nando De Colo foram as estrelas do Fener, perante um Efes que teve em Lorenzo Brown a grande figura. Mas foi nos ressaltos que o Fener conseguiu garantir a vitória, 44 contra 22 ressaltos ganhos revelam isso mesmo. Claro que além de Vesely, Ulanovas foi uma figura em destaque nesse capítulo. Muito dedo do Kokoskov, tal como do Sarunas, em Barcelona. O dedo do treinador também se fez notar e no final Kokoskov, apesar do domínio das tabelas, continuou a dizer que é o ponto fraco da equipa e um dos aspetos onde os treinos têm incidido mais, de modo a que a que a equipa melhore e, pelo que se viu neste jogo, os treinos estão a dar frutos.

Voleibol

No Voleibol, é claro que começamos pela jornada dupla das nossas equipas, jogos para se poderem ver bem e analisar as nossas duas equipas e, depois disso, a supertaça que, ainda hoje, custa a recordar pela forma como perdemos.

No voleibol masculino, uma dupla jornada que começou com uma vitória tranquila sobre uma equipa que é candidata a lutar pelos últimos lugares, o CN Ginástica. Nada a dizer, vencemos com os parciais de 25-14, de 25-22 e de 25-9, rodámos a equipa e o mister Gersinho deu tempo de jogo a quem pouco tinha jogado. Daí o equilíbrio maior no segundo set, mas nenhuma história neste jogo. Éramos muitos superiores e vencemos sem espinhas e sem sobressaltos.

Já no dia seguinte, a história foi outra. Fomos a Espinho vencer o Sporting Clube de Espinho por 3-2, com os parciais de 16-25, 25-20, 25-21, 16-25 e ganhamos na negra por 8-15. Um belo jogo de voleibol com duas equipas ainda longe do que vão mostrar lá na frente. Um jogo que, mais uma vez, serviu para mostrar que o bloco e o serviço são os nossos pontos fortes e, que sempre que os jogadores estiverem ao nível deles, vamos ter muitas alegrias. Bruno Canhoto vai começando a crescer e acredito que, assim que estiver bem, vai ser um destaque na distribuição, mas precisamos de afinar ainda muita coisa, como seria de esperar.

A equipa no ataque é onde apresenta mais falhas e problemas. Os bombardeiros ainda estão um pouco presos e isso nota-se no salto e na impulsão. Vítor Hugo e Paulo Victor já encantam mesmo com muito para crescer, mas foi um bom jogo e uma boa vitória. Bem diferente do que veio a acontecer no duelo com o Benfica para a Supertaça.

Meia-final da Supertaça, onde acabamos por perder. Num duelo de grandes equipas, o Benfica levou a melhor vencendo por 3-2, com os parciais de 15-25, 22-25, 25-19, 25-23 e na negra 15-11 para eles.

Tento escrever escondendo o quanto custou esta derrota. Estivemos com dois sets de vantagem, 2-0, e acabamos por perder. Vamos ser claros. Todos, mesmo nós sportinguistas, contávamos com uma derrota por 3-0 e, por isso, é de realçar a entrada de leão com dois sets impecáveis. Surpreendemos todos até a própria massa adepta do Sporting. O dedo do Gersinho é cada vez mais evidente. No primeiro set esmagamos o Benfica e esmagar é o termo certo e, lá está, o serviço foi fundamental com Paulo Victor a ser a figura em destaque, mas aproveitamos as fragilidades do Rapha e nem o André Nunes conseguiu parar o nosso serviço.

No segundo set, o equilíbrio reinou. O Benfica começava a melhorar, principalmente na receção, e a nossa superioridade começava a ficar mais curta, mas ai bem, mais uma vez, Gersinho a mexer e a colocar André Saliba que foi fundamental para que voltássemos a ficar em vantagem com aqueles serviços demolidores. Com isto voltávamos a ganhar.

Com 2-0 nesta altura, a alegria era muita, estávamos na frente e com tudo para vencermos. Mas tudo mudou, veio ao de cima os anos de trabalho daquela equipa, o seu excelente treinador. Conseguiram vencer o terceiro set ao mudarem de estratégia, deixando a nossa equipa um pouco mais perdida e a falhar principalmente na receção e em quase tudo. Aqui ficava evidente que as coisas estavam a mudar e que íamos passar mal.

Quarto set e voltámos a conseguir equilibrar o jogo. Este foi o set mais equilibrado, não fomos abaixo como no set anterior e entrámos bem. Duelos de treinadores, equilíbrio, blocos em alta, as receções estavam ambas muito bem. Era um grande duelo a que assistíamos nesta altura. Ia ser até ao fim, até ao último ponto neste set.

Estivemos com o pássaro na mão, mas o cansaço veio ao de cima e acabamos por não conseguir fechar o jogo e acabamos por perder. Na negra acusámos mais o cansaço, basta ver que, por exemplo, Matz lançou Zelão fresquinho para esta negra e isso fez a diferença. Apesar disso não ser desculpa, o cansaço fez-se pesar ainda mais nesta negra, onde perdemos e acabámos por, apesar do ótimo jogo, ser eliminados assim.

Apesar da derrota ficam muitos aspetos positivos. Vínhamos de uma deslocação ao norte, 5 sets com o Sporting de Espinho, equipa ainda a ganhar rotinas, ainda em crescimento. Alguns jogadores ainda vão subir muito de rendimento.

Custa a derrota, mas atenção que não estamos tão mal como alguns julgam, nem tão longe dos rivais. Perdemos e isso custa ainda mais assim e ainda mais com os rivais, mas ficam ótimas indicações. Vamos melhorar muito. Esta equipa com mais treinos e tempo de trabalho vai ser espetacular de se ver. Expetativa em alta com esta equipa confesso e acho que é caso para isso. Vamos melhorar bastante e podemos esperar uma época de grandes jogos. Victor Hugo, Paulo Victor, Canhoto, já falei deles, mas neste jogo com o Benfica temos que destacar o mister Gersinho que soube ler e mexer na equipa e quem, sem dúvida, vai mostrando a alguns céticos que é um belíssimo treinador, que nos vai ainda dar alegrias.

No feminino, como disse, foi jornada dupla, duas boas vitórias em dois bons jogos. A primeira vitória foi na sempre traiçoeira visita à Vila das Aves. Vencemos por 3-1 com os parciais de 20-25, 23-25, 25-23 e 17-25. Temos ainda muito para melhorar claro, nem podia deixar de ser. Fizemos um bom jogo, um daqueles jogos que, além do voleibol, envolveu várias picardias que as nossas jogadoras souberam tirar proveito. Dar os parabéns à transmissão do Aves, sem dúvida um fator a realçar.

Vanessa Paquete em destaque, sempre a Vanessa. Vai ser um nome recorrente, seja nos artigos, seja no programa, porque sem dúvida vai ser sempre das figuras. Ainda vários aspetos para melhorar, como o ataque, nas centrais, a Ana vai tentando muitas vezes, mas a coordenação e o entrosamento ainda não é o melhor e, como tal, a equipa por vezes falhou mais do que vamos poder falhar em outros jogos.

Fica uma vitória, onde já se notam algumas melhorias, mas claramente precisamos de melhorar muito o jogo no meio de rede.

No segundo jogo foi bem diferente. Vencemos o Belenenses por 3-0, com os parciais de 25-20, 25-12 e 25-13. Bem diferente do Aves que, apesar de ser uma equipas abaixo de nós, complica-nos sempre a vida e o Belenenses, sem desprimor, nem por isso. Já tínhamos vencido de forma tranquila o Belenenses na pré-época e voltámos a fazê-lo. Deu para rodar a equipa, nota-se que algumas suplentes precisam de mais tempo de jogo. Pudemos ver Ana Couto fora de campo, o que não tínhamos visto. Beatriz esteve muito bem assumindo o lugar da Ana. Gostei muito da Carolina e a Barbara esteve muito bem no ataque. Deu para descansar as titulares e, mais do que isso, deu para ver mais de algumas jogadoras que tínhamos visto pouco e que, em alguns casos como a Carolina, aproveitaram para marcar muitos pontos.

Por esta semana é tudo. Mais ainda haveria para contar, mais desporto e belos jogos que podiam ter sido abordados, mas em vez de um artigo seria um enciclopédia só sobre desporto ahah.

Espero que tenham gostado, a quem vê os programas e lê os artigos o meu muito obrigado. Continuem atentos a tudo no Espartano e para a semana estamos cá de novo para dar voz às Modalidades e partilhar com todos grandes momentos desta minha (nossa) grande paixão.

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