O Sporting Clube de Portugal defrontou na passada semana o fcporto, resultando um empate, moralmente vitorioso, para a equipa de Alvalade, mantendo assim o fosso cavado entre o Sporting CP e um dos seus rivais directos.

Contudo, não ignorando a vitória moral que este resultado nos trouxe, não podemos igualmente deixar de factualmente ver que daqui resultou a não conquista de 2 pontos, os quais sabemos, muito provavelmente “arrumariam” com as contas do campeonato em definitivo.

Apesar da normal euforia sentida entre a família leonina, não nos podemos esquecer que vimos duma época desportiva paupérrima e que em nada se identifica com a história e valores do Sporting Clube de Portugal. Com isto não pretendo de todo recordar um passado infeliz, mas sim relembrar-nos que em menos de 1 ano passamos de uma das piores épocas para uma das melhores, o que, a meu ver, é só mais um dos tantos motivos que nos devem aconselhar à prudência e calma pois até ao lavar dos cestos é vindima.

Por outro lado, é inquestionável que a vantagem que levamos do 2.º classificado e dos nossos rivais directos – fcporto e slbenfica – nos alimenta e deve alimentar o sonho.

Acredito, pessoalmente, que no final desta época podemos, todos juntos, ser muito felizes e celebrar a conquista do campeonato. Contudo, ainda não chegámos ao final da época, ainda há muitos pontos em disputa e, no caso do Sporting, nunca esquecer que o diabo está à espreita.

Assim, desafio todos os Sportinguistas para que possamos ter um contributo activo e diário naquilo que deve ser a blindagem, estabilidade e união entre massa associativa, por sua vez transmitida à equipa de futebol: manter em todas as conversas que tenhamos com amigos, familiares ou conhecidos, sejam eles Sportinguistas ou de qualquer outro clube, um discurso apaziguador e de tranquilidade, fugindo totalmente à gabarolice ou até mesmo à assunção de qualquer vitória antecipada, mantendo a defesa da ideia de vitória jogo a jogo.

Aliás, veja-se que a estrutura directiva do Sporting Clube de Portugal, está neste caso, a agir muitíssimo bem ao não existir a difusão de ideias contraditórias para os seus Sócios e Adeptos bem como para o público em geral, tendo-se mantido alheia ao sensacionalismo, resguardando assim o plantel do clube.

Quando as coisas estão e são bem feitas devemos ter a hombridade de elogiar, independentemente de não nos revermos nas pessoas ou nas ideias, sendo que essa capacidade é, somente, demonstrativa do nosso carácter enquanto Sportinguistas, algo a que tanto aludimos e dizemos ser diferente dos nossos rivais.

E se desportivamente parece ir tudo bem em Alvalade, não podemos, infelizmente, dizer o mesmo a nível financeiro, analisando o último R&C do Clube. Se bem que a pandemia teve e tem de facto um impacto significativo nos resultados financeiros dos clubes, há neste R&C indicações preocupantes e que devem saltar à vista de todos, nomeadamente os valores e diversidade de comissões pagas ou a pagar pelo Sporting CP.

Tal como referi numa das minhas últimas intervenções no podcast do Espartano, aceito e compreendo a existência e objectivo das comissões, não aceitando nem compreendendo contudo não só a sua opacidade como, neste caso em concreto, a sua vastidão no Sporting CP, valores estes que têm sofrido crescimentos muito significativos de R&C para R&C.

Seria da mais elementar importância que o Dr. Frederico Varandas ou Dr. Francisco Salgado Zenha viessem explicar aos Sportinguistas o porquê da vastidão e dimensão de tais rubricas no R&C do Sporting Clube de Portugal.

Será de extrema importância que os Sportinguistas estejam atentos no próximo ano ao destino que será dado às verbas provenientes de patrocinadores e parceiros, Uefa Champions League e Liga NOS, isto em caso de vitória por parte do nosso Sporting CP.

Recordo, uma vez mais, que existe com estas verbas uma oportunidade clara de afastar um pouco o fantasma da venda da SAD e, ainda assim, estabilizar financeiramente mais o Clube.

Por último e recuperando palavras minhas recentes, apelo ao Dr. Frederico Varandas para que, neste contexto de vitórias e união em torno do Clube, promova urgentemente o fim do fosso existente entre a sua Administração e a massa associativa do Sporting Clube de Portugal.

Este é o momento para a implementação de um discurso de maior proximidade entre Direcção e Sócios, devolvendo assim a verdadeira união ao Clube.

Vou, aliás, mais longe e, permito-me sugerir ao Dr. Frederico Varandas, a promoção junto de todos os Sócios do Sporting, da reintegração dos Sócios expulsos pois o Dr. Frederico Varandas tem de sentir e ter a segurança de entender que um Presidente eventualmente campeão, nada pode temer não estando nada nem ninguém acima do Sporting Clube de Portugal nem dos seus Sócios, sendo estes soberanos quanto a qualquer decisão.

Saudações Leoninas

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