Um estulto em ebulição

Esta semana fomos presenteados com mais um raciocínio delirante de Henrique Monteiro na sua crónica semanal ao jornal A Bola. O reconhecido maçom teceu mais um ataque a Bruno de Carvalho, desta feita utilizando como arma de arremesso Sinisa Mihajlovic. Isto porque foi noticiado que os seus adjuntos também irão recorrer e reclamar uma indemnização pelo seu despedimento ao Sporting Clube de Portugal.

Henrique Monteiro referiu que não argumenta juridicamente a decisão, mas que moralmente já o pode fazer. Diz Monteiro que “Mihajlovic foi contratado 5 dias antes de uma AG destitutiva. A isto chama-se uma golpada”, referindo que Bruno de Carvalho não o deveria ter feito, imputando-lhe, assim, as culpas pelo facto do treinador ser indemnizado pelo Sporting em 3M€.

Numa coisa Henrique Monteiro acertou, no mesmo texto conseguiu juntar as palavras “AG” e “golpada”. Sem dúvida que o nosso subconsciente é fortíssimo, especialmente quando a consciência está pesada.

Um facto curioso. Pessoas da estirpe de Henrique Monteiro, que odeiam Bruno de Carvalho, nunca lhe conseguem apontar algo concreto, material e factual que tenha sido prejudicial ao clube. Entram todos pelo caminho “moral” da questão, sendo subjetivos e bastante vagos nas análises. Não conseguem objetivar uma análise que seja. E sabem porquê? Porque não há nada de objetivo a apontar. É por isso.

Vejamos. Bruno de Carvalho, cerca de 3 meses antes de ser destituído do cargo de Presidente do Sporting Clube de Portugal, tinha tido um voto de confiança reforçado em AG ordinária do clube em mais de 90% dos votos. Isto pouco tempo depois de ter sido reeleito Presidente, também com a mesma percentagem de votos, sensivelmente. Bruno de Carvalho era um Presidente de pleno direito e absolutamente legitimado para tomar decisões.

Apesar de existir agendada uma AG destitutiva (em que toda ela foi uma farsa de início ao fim), a vida do clube não podia parar. Havia uma época para preparar e compromissos que tinham de ser cumpridos. Bruno de Carvalho, e muito bem, foi o que fez, continuou o seu mais que legítimo trabalho e preparou a época seguinte. O então Presidente, não podia deixar a vida do Sporting em stand-by à espera de uma AG onde ele não sabia se ia ser ou não destituído.

É curioso observar, pela forma como Henrique Monteiro expõe as suas opiniões, a confiança e garantia que este tem, em como Bruno de Carvalho iria ser destituído, como tal se veio a verificar. É curioso.

Ocorreu a destituição e surgiu uma Comissão de Gestão que imediatamente despediu Sinisa Mihajlovic. Quero relembrar que Sousa Cintra, que foi quem despediu o treinador, apenas foi anunciado como Presidente da SAD após a destituição de Bruno de Carvalho. Ou seja, os sócios do Sporting quando decidiram destituir o Conselho Diretivo, apenas tinham conhecimento que a Comissão de Gestão iria ser liderada por Artur Torres Pereira. Se isto moralmente não é condenável, não sei o que será.

A verdade é que Sousa Cintra, que tomou posse e sem qualquer legitimidade para o fazer, despediu Sinisa Mihajlovic e restante equipa técnica. Repito, Sousa Cintra despediu um treinador sem ter sido eleito pelos sócios para ocupar o cargo que Presidente da SAD. A razão do despedimento é apenas uma e Mihajlovic já o referiu numa entrevista: ter sido contratado por Bruno de Carvalho. Essa foi a razão, exclusivamente.

Sousa Cintra, ocupando ilegitimamente um lugar para o qual os Sportinguistas não o elegeram, fez custar ao Sporting Clube de Portugal 3M€. Essa é a realidade clara e objetiva, que indivíduos como Henrique Monteiro nunca conseguirão apontar a Bruno de Carvalho.

De facto fica bastante bem a Henrique Monteiro condenar moralmente as pessoas, acho que lhe assenta na perfeição. Para quem não se lembra, esta personagem estulta fez parte da Comissão de Fiscalização nomeada por Jaime Marta Soares, após a destituição de Bruno de Carvalho e que recomendou vivamente a expulsão de sócio do mesmo.

Sim, Henrique Monteiro, esse que andava numa campanha obsessiva de linchamento público a Bruno de Carvalho e em manifestações a pedir a sua demissão, foi o mesmo que aceitou ir para o órgão social do clube a convite de Jaime Marta Soares, determinar se o anterior Presidente era merecedor ou não de manter a sua condição de associado.

Assim como Sousa Cintra, Henrique Monteiro ocupou um cargo de forma ilegítima, sem obedecer à vontade dos sócios e a convite de Marta Soares. Naturalmente que Henrique Monteiro nunca poderá culpar Sousa Cintra pelo despedimento de Sinisa Mihajlovic e respetiva indemnização, pois estaria ele também a colocar-se numa de descredibilização face ao cargo que ocupou e a toda a envolvente da Comissão de Gestão.

Henrique Monteiro é um estulto em ebulição que precisa de manter uma suposta credibilidade relativamente ao que ocorreu após a destituição de Bruno de Carvalho.

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