Um VERdadeirÍSSIMO Sistema

O Sporting Clube de Portugal somou, uma vez mais, três pontos de enorme relevância, aliás, como o são todos, num terreno sempre difícil e combativo como é o Estádio do Bessa.

Ao nível exibicional, o Sporting Clube de Portugal apresentou sempre uma muito razoável qualidade de jogo, nunca tendo estado, na minha opinião, em risco de perder os três pontos.

Contudo, ao minuto 79 somos surpreendidos com a mostragem do cartão amarelo ao João Palhinha que, desde logo, o colocava de fora das opções para o dérbi com o slbenfica.

Antes de mais, repudio toda e qualquer intervenção feita que tenha visado a opção técnica de Rúben Amorim em colocar Palhinha em jogo, desde logo porque se o jogador se encontra apto fisicamente para jogar, não haverá razões que impeçam o treinador de exercer essa opção, admitindo, contudo, que neste caso, como em tantos outros, o que está e esteve em causa é o símbolo que o jogador enverga na camisola: o símbolo do Sporting Clube de Portugal.

Convido todos a analisarem uma vez mais as imagens do lance, verificando a prontidão com que Fábio Veríssimo puxa do cartão amarelo, não estando ainda o jogador do Boavista totalmente no chão, isto é, o lance ainda não havia terminado.

Preocupa-me verificar que existem Sportinguistas e adeptos do desporto em geral que crêem que a postura de assunção de culpa por parte de Fábio Veríssimo, tanto no final do jogo como, alegadamente, vertido no relatório de jogo, pode representar uma esperança quanto à eventual despenalização de Palhinha para o dérbi.

Apesar de desejar com todas as minhas forças estar enganado, a atitude de Fábio Veríssimo em, alegadamente, assumir o erro na qualificação do lance e fazer verter tal erro no relatório de jogo nada mais é senão um sinal claro de que existe um verdadeiríssimo sistema contra todos que não sejam o slbenfica ou o fcporto. Veríssimo está a fazer um favor a toda a sua Classe e, muito principalmente, ao seu colega que terá a missão de arbitrar o dérbi, retirando o ónus e a pressão da arbitragem e, remetendo-a para o Conselho de Disciplina, o qual, todos sabemos, não é tão vulnerável a pressões externas e mediáticas quanto o é uma qualquer equipa de arbitragem.

Verificados que estão tais pressupostos, a equipa de arbitragem que entrará em campo no dérbi, entrará calma, despreocupada e à “vontadinha” para continuar a prejudicar o Sporting Clube de Portugal, pois Fábio Veríssimo para isso contribuiu ao beatificar-se a si e à Classe, assumindo o erro e deixando toda a decisão no Conselho de Disciplina.

Enquanto Sportinguistas, questionamo-nos eventualmente, pois bem o que haverá a fazer senão esperar a decisão do Conselho de Disciplina, ao qual me permito responder, naturalmente nada. Havia sim, contudo, muito a fazer antes de chegarmos a este patamar, no qual já nos encontramos há décadas e do qual teimamos em não sair: somos grosseiramente prejudicados e, muito especialmente, em momentos que antecedem jogos importantes para o nosso percurso ou para o de terceiros.

Face a esta análise, cumpre-nos, enquanto Sportinguistas, compreender que a culpa também é um pouco nossa, pois as sucessivas Direcções que elegemos, nenhuma teve a capacidade, ou se também quiserem, algumas não tiveram o tempo para pôr fim ao sistema, ou, na pior das hipóteses e considerando que estamos em Portugal e perante a Liga da mentira, introduzir-se no sistema, não com o intuito de ser beneficiado mas sim com o propósito de não ser prejudicado, permitindo à verdade desportiva que fale por si.

Escuso-me a tecer quaisquer comentários do Conselho de Disciplina e da Deputada Cláudia Santos, pois todos sabemos o porquê e por quem foi escolhida para o cargo.

Enquanto Sportinguistas temos o direito, a liberdade e os motivos para sonhar. É inquestionável a qualidade que este grupo liderado por Rúben Amorim apresenta, o qual, julgo, está acima de quaisquer expectativas criadas pelos Sportinguistas para esta época desportiva. A consistência, a qualidade, o esforço, a dedicação, a devoção e a união deste grupo são argumentos que não só nos têm levado à glória como nos permitem sonhar.

Contudo, receio que não possamos sonhar muito alto, pois mesmo que em campo sejamos melhores que os adversários, temos fora dele de defrontar o sistema, ao qual, infelizmente, não vencemos, pelo menos enquanto se mantiverem os pressupostos actuais.

Eu quero sonhar, eu quero o Sporting Campeão. E se na época 2015/2016 já havíamos demonstrado a qualidade necessária para revalidarmos o título de campeão nacional de futebol, também esta época o estamos a fazer até ao momento.

Correndo o risco de me repetir, reitero a ideia de que o Sporting Clube de Portugal e os seus Sócios e adeptos devem manter uma postura e ambição jogo a jogo, como até então, não sendo, contudo, essa postura incompatível com a vontade, o desejo e o sonho de sermos Campeões Nacionais, o que, invariavelmente não acontecerá se continuarmos a ser de forma tão grosseira prejudicados pela arbitragem.

Repetindo o que aleguei no meu último artigo, os nossos adversários e inimigos não estão dentro de casa. Somos todos Sporting! Os nossos adversários estão bem localizados e definidos, pelo que fixemos a mira neles que é essa a nossa obrigação, defendendo na raça o nosso Sporting Clube de Portugal.

Saudações Leoninas!

P.S.: “De manhã começa o dia….”

P.S.1: Fiquem, por favor, em casa. Protejam-se, protejam os vossos e protejam os nossos. Só juntos ultrapassaremos esta pandemia. Permitam-me que apele igualmente à doação de sangue para o Serviço Nacional de Saúde, deixando para o efeito o contacto do Hospital de Santa Maria onde poderão, em menos de 1 minuto, fazer a vossa marcação: 967048956.

Leave a Reply

Your email address will not be published. Required fields are marked *