União… ,da verdadeira, precisa-se e, já agora, recordar estes OS que o Sporting Clube de Portugal não está à venda!

O Sporting Clube de Portugal vive, profundamente, fracturado desde a famosa Assembleia Geral Destitutiva, a partir da qual parece que deixámos de ser Sportinguistas para ser do Clube ou dos “71%” ou dos “29%”, expressões que foram, infelizmente, introduzidas no léxico Sportinguista, conforme as preferências de cada um na referida Assembleia Geral e a sua visão da situação que o Sporting vivia.

No início para uma nova época desportiva, uma Instituição com a história e dimensão do Sporting Clube de Portugal não pode estar nem continuar refém de situações que contribuem activamente para a manutenção ou aumento da já muita crispação e fractura que existe no seio do Clube.

Somos todos Sporting, somos todos Sportinguistas! Por mais que tenhamos opiniões que nos separem, jamais poderemos esquecer que temos o factor mais importante que nos une: o amor, a paixão e a dedicação ao Sporting Clube de Portugal.

É fundamental que todos nós, Sportinguistas, entendamos que a manutenção destas divisões, que são somente fomentadas por quem coloca os seus interesses pessoais à frente dos interesses do Sporting Clube de Portugal, prejudica de forma grosseira o presente e o futuro do Clube.

Independentemente de nos revermos mais ou menos nos Órgãos Sociais do Clube, recordo que o Sporting Clube de Portugal é uma Sociedade cotada em Bolsa e com projeção internacional. Tais situações, não nos impedem de manifestar a nossa opinião, não nos impedem de manifestar a nossa revolta e desagrado, mas obrigam-nos, sem dúvida, a ter a sensatez de discutir as questões fundamentais em torno do Clube no recato da família Sportinguista e, preferencialmente, em sede de Assembleia Geral.

A proliferação de comportamentos fracturantes e a exposição e discussão pública dos problemas internos do Clube, apenas contribuirá para, cada vez mais, não só nos enfraquecer internamente face aos nossos rivais como, também, na imagem internacional que uma sociedade cotada em Bolsa tem, obrigatoriamente, de ter.

Nada disto significa que, tal como atrás referido, tenhamos de nos calar.

Nada disto significa que tenhamos de estar sempre de acordo ou ter a mesma opinião.

Nada disto significa que não nos possamos manifestar ou fazer ouvir.

No Sporting, tal como em tudo na vida, temos de saber debater e discutir com quem de nós discorda, até porque é na diferença de opinião que geralmente se encontra a maior riqueza, diversidade e soluções.
Não me revejo nem nunca me revi nos Órgãos Sociais liderados por Frederico Varandas, contudo todos nós temos algo em comum com Frederico Varandas que nos tem de unir: sermos Sportinguistas – o Sporting Clube de Portugal!

Podemos e devemos ter divergência de opiniões até mesmo quanto ao futuro que queremos para o Clube, mas não podemos nem devemos transformar o Sporting Clube de Portugal num campo de batalha onde os Sportinguistas, sem qualquer pudor, se atacam criando um ambiente no seio da família Sportinguista, onde já nos atacamos mais uns aos outros (Sportinguistas) do que atacamos ou somos atacados pelos nossos rivais – aliás, este último ponto reveste-se de especial importância, pois os rivais sabem que não nos precisam de atacar pois, digo-o com uma profunda e sentida tristeza, estamos cá nós a fazer esse trabalho por eles.

Temos de nos “sentar à mesa” com quem diverge da nossa opinião. Temos de debater, civilizadamente, com quem diverge da nossa opinião. Temos de aprender a ouvir as razões e as motivações de quem diverge da nossa opinião. Se temos de chegar a algum consenso?! Sim, pelo menos a um: somos todos Leões, somos todos Sporting, somos todos uma Família e, como tal, devemos respeito uns aos outros!

Note-se que não devemos confundir respeito entre Sportinguistas e compreensão por diferentes opiniões com deixar de estar atento aos atropelos e irregularidades realizados por estes ou outros Órgãos Sociais!

O Presidente do Sporting Clube de Portugal – Dr. Frederico Varandas – já caiu e a sua queda encontra-se consumada, sendo agora apenas uma questão de tempo e oportunidade para Rogério Alves proceder à substituição. Face a isto, vamos continuar a ignorar que somos todos Sportinguistas?

Vamos continuar de costas voltadas uns para os outros por alguém que está a dar os seus últimos passos? Vamos continuar a não celebrar juntos? Vamos continuar a “bater” em quem já se encontra no chão? Não, não podemos e não é, no meu caso, por uma questão de princípios, mas sim por uma questão de visão estratégica e de futuro – veja-se que são os próprios apoiantes de Varandas que também, tal como nós, pretendem a sua saída por sentirem que em nada contribui para um Sporting com futuro.

Entenda-se que não é com a postura destrutiva e, muitas vezes, pouco clara que vamos conseguir devolver ao Sporting a sua força e garra. A política da terra queimada a nada nos leva, cabendo-nos ter, cada vez mais, inteligência e visão estratégica para devolvermos ao Sporting o que lhe pertence: a Glória e Órgãos Sociais que respeitem os Sócios do Clube.

Temos de ter a capacidade de deixar no passado o que lá pertence e num esforço de parte a parte, dar as mãos em prol de um Sporting forte e verdadeiramente unido num futuro próximo, mantendo-nos atentos a todos e a qualquer passo dado por esta Direcção com a certeza, porém, que as guerras entre Sportinguistas a nada levam, muito menos aquelas que crescem e decorrem nas redes sociais.

Não estou disposto a fechar os olhos a Varandas e aos seus OS nem tão pouco ser contemplatório com os seus actos de gestão, mas estou, e temos de estar todos, dispostos a contribuir activamente para um Sporting com respeito entre os seus Associados e Adeptos, onde existam divergências de opiniões e visões contrárias, discutindo-as contudo com respeito, civismo e Sportinguismo, recordando, humildemente, que é da pluralidade de opiniões e visões que muitas vezes nascem e surgem as melhores soluções.

Por maior que seja o seu sucesso, não haverá jogador, treinador ou Presidente que se sobreponha ao Clube. O Clube é o resultado da união de todos os seus Sócios e Adeptos, independentemente da sua cor, género, credo ou ideologia política. Não havendo união, da verdadeira, não há um Sporting vencedor.

Esforço, Dedicação, Devoção e Glória são alguns dos valores que todos nós recebemos do Clube que nascemos e aprendemos a amar: o Sporting Clube de Portugal!

Esforcemos-nos então por nos respeitarmos, independentemente da divergência de opiniões! Dediquemos-nos a nos ouvirmos e a nos respeitarmos, independentemente da divergência de opiniões.

Devotemos que nos conseguiremos ouvir, respeitar, tolerar e abraçar pois só assim atingiremos a Glória, só assim faremos ouvir o nosso rugido, só assim teremos um Sporting Clube de Portugal grandioso.

Todos, sem excepção, temos responsabilidades sob a opção que tomarmos e na forma como ela se reflectirá no Clube, incluindo, naturalmente, os Órgãos Sociais do Clube – os Sócios expulsos têm todos, sem excepção, a bem da estabilidade, união e futuro do Clube, de ser reintegrados – que jamais nos esquecemos destes últimos 2 anos, mas que jamais os voltemos a repetir!

Para a nova época desportiva que se avizinha, desejo que o Sporting entre em todos os campos com a garra e ambição que caracteriza os seus Sócios e Adeptos e que de lá saia sempre com a vitória que tanto desejamos para que, de vitória em vitória, possamos dar aos Sportinguistas mais novos o que eles ainda não viram e tanto desejam: o Sporting Clube de Portugal Campeão!

Saudações Leoninas

P.S.: Hoje realiza-se uma Assembleia Geral de enorme relevância para o futuro do Sporting Clube de Portugal. Permitam-me que vos apele a uma massiva participação numa demonstração clara de vitalidade e força dos Sócios no futuro do Clube, votando em consciência, independentemente de qual for a opinião que se reflecte em voto de cada um de nós.
Interessa, porém, ressalvar que esta AG se reveste de especial relevância, pois determinará a nossa vontade para o futuro do Clube.

Eu, sócio há 25 anos, não quero o Sporting Clube de Portugal refém da Sporting SAD. Cabe-nos a todos entender se pretendemos entregar os destinos do Clube ao mercado de capitais ou se, por outro lado, soframos o que tivermos de sofrer, queremos manter o Sporting Clube de Portugal dos Sócios e para os Sócios.

Viva o Sporting Clube de Portugal!

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