Vamos imaginar

Em Portugal, ainda não apareceu um partido político que corresponda aquilo que a maioria dos cidadãos espera duma governação. No entanto, e se surgisse alguém que pretendesse mudar o status quo da política portuguesa?

Imaginemos que essa pessoa, encabeçaria um determinado partido, ganharia as eleições legislativas, sem ser de esquerda ou direita, apenas alguém que quisesse acima de tudo justiça, segurança, saúde e ensino acessível para todos. E que cumprisse o seu programa eleitoral. Iria provocar verdadeiros terramotos no sistema instalado, onde há privilegiados e sacrificados. Teria de lutar contra muitos lobbys, muitos interesses.

A comunicação social controlada por estes interesses, tudo faria para deitar abaixo esse governo e o passado desse 1° ministro seria detalhadamente escrutinado para denegrir a sua imagem. Inevitavelmente, seriam postas a circular mentiras que até poderiam ser confirmadas como verdadeiras pelos inúmeros comentadores residentes ou convidados nos diversos programas de informação dos canais de televisão, entretanto propriedade desses mesmos interesses.

Todo este trabalho hercúleo teria de ser executado com firmeza, garra e determinação, sem ceder aos interesses. O país não poderia continuar a ter deficits, mas sim superavit. O país não teria de estar permanentemente dependente de terceiros para atingir os seus objectivos. A banca teria de se reformular, os serviços públicos teriam de mudar de mentalidade. O publico e o privado não poderiam ter diferenças na produção e no rendimento dos seus colaboradores. O cidadão teria de respeitar e manter a propriedade publica como se fosse sua, para que outros a pudessem utilizar, de geração em geração. Os serviços básicos, como saúde e ensino, água, electricidade, comunicações, transportes e correios teriam de ser assegurados pelo estado, visto a pequena dimensão do território e consequentemente do mercado.

Em muitos pontos do País haveria perdas nesses serviços, mas estas fariam parte do dum sistema de solidariedade do serviço publico, para bem de todos habitantes, para o bem da Nação. O dinheiro dos contribuintes serve para isso mesmo, não para sustentar vícios dos sistema bancário.

Os prevaricadores teriam de ser afastados e exemplarmente castigados, terminando assim o reinado do chico-espertismo português. Os criminosos teriam de pagar as suas penitências com trabalho, com serviço público, para poderem usufruir dum local para dormir e ter comida à mesa nas refeições, nas nossas prisões.

Portugal tem potencial para se tornar num País com um dos maiores índices de qualidade de vida do mundo inteiro. Não o tem por responsabilidade exclusiva dos sucessivos governos que, para serem eleitos, têm de se vender aos interesses. Interesses que mais tarde recuperam o seu investimento com percentagens estratosféricas. Tudo à conta do contribuinte…

Seria uma revolução que deixaria algumas pessoas descontentes, mas por outro lado beneficiaria toda uma Nação, assim como o seu futuro. Se fizermos um paralelo desta realidade, possível apesar de longínqua, com as suas respectivas adaptações, ao que aconteceu no Sporting a partir de 2013, veremos que existem muitas similitudes.

Bruno de Carvalho foi a mudança do status quo e quem mais beneficiou foram os sócios e adeptos do clube. A hipocrisia e os interesses afirmam que é um estimulador de ódios, mas é simples verificar que ele apenas responde com a verdade aos verdadeiros estimuladores de ódios.

Triste foi verificar que a verdade choca muita gente, desestabiliza, provoca desconforto. Esta inadaptação da sociedade para mudar o status quo, mesmo que este seja aos olhos de todos extremamente prejudicial, torna-se incompreensível. Haverão assim tão poucos inconformados que pretendam mais e melhor ?

Vamos imaginar que sim…

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