Vitórias para aquecer

Chegámos ao nosso último dia destes 3 dedicados às modalidades. Para terminar em beleza, neste domingo vamos falar do basquetebol nacional masculino, do voleibol masculino do Sporting e terminamos com o andebol que vai da nossa seleção até às competições europeias femininas.

Por isso, venham daí que tenho muito para vos falar neste domingo frio.

Basquetebol Nacional Masculino

Iniciamos o nosso domingo com a última jornada do basquetebol nacional.

No masculino, o Sporting venceu a Oliveirense por 85-78 após prolongamento. Mais um bom jogo da nossa equipa, este com números mais altos que os dois anteriores com os nossos rivais. Aqui as defesas estiveram bem, mas não estiveram como nesses dois grandes jogos anteriores. Nem sempre foi assim tão bem jogado, também por isso a ida a prolongamento.

Do nosso lado, há a destacar o Travante que fez o melhor jogo em algum tempo, neste sábado, sim, ele apareceu com 27 pontos, 5 roubos de bola, 3 ressaltos e 3 assistências, melhor do que os últimos e, mesmo não tendo sido perfeito, esteve em melhor plano nos triplos com 4 em 14. Isto também, porque o Ellisor teve um jogo abaixo do normal com apenas 9 pontos e a equipa acaba sempre por se ressentir quando algum dos jogadores mais importantes tem um dia abaixo do que pode fazer.

Com Fields abaixo, apenas 7 pontos fruto dos 5 em 7 lances livres que ele converteu, porque além disso só conseguiu por uma vez encestar, voltou a aparecer o nosso Ventura, o base português está em grande forma, provavelmente a melhor forma dele desde que está no Sporting e, desta vez, conseguiu 17 pontos, 8 ressaltos, 6 assistências e destacou-se com 3 em 4 na linha de três pontos.

Um primeiro período que foi nosso com a Oliveirense a entrar e isso pesou. Melhoraram no segundo período, mas é de destacar o Travante por ter entrado muito bem na partida. Aqueles 3 triplos de início anteviam um jogo muito bom, depois ele abrandou e só meteu mais um.

O jogo equilibrou mais com o empate a 11 no terceiro período e, mesmo vencendo por 18-17, no quarto tivemos de ir a prolongamento onde fomos mais fortes que a Oliveirense.

O período pior foi o terceiro, jogo feio e em alguns momentos até atabalhoado. Os últimos minutos foram de muita intensidade. Nós até estávamos melhores, mas a Oliveirense aproveitou bem as oportunidades que demos e conseguiu empatar a 74, já nos últimos segundos. No prolongamento, fomos mais fortes e aí não podemos dizer nada.

No lado da Oliveirense, José Barbosa sempre bem, este ano não tanto nos pontos, apenas conseguiu 3 pontos, mas voltou a liderar nas assistências com 10 assistências. Balseiro e o João Guerreiro também estiveram muito bem, com 12 e 13 pontos respetivamente.

Com este triunfo seguimos invictos na liderança da Liga Placard com 26 pontos, mais um do que o segundo classificado, o FC Porto, e em terceiro o Benfica com 23 pontos.

O Porto venceu o Imortal por 70-50, num jogo mau com percentagens muito más, basta ver os triplos, 26% e 8%. Não foi um bom jogo, nem propriamente muito bem jogado, mas a maior qualidade do Porto fez a diferença neste jogo.

O Imortal também poupou jogadores a pensar no jogo para a Taça amanhã, isso não ajudou, mas a aposta é na Taça e, por isso, alguma rotação que existiu, mas o jogo foi mau.

Do lado do Porto, por exemplo, o Gordon deve ter feito o seu pior jogo de carreira em lançamentos com a percentagem de lançamentos a ser mesmo muito má. Basta ver que foram 2 em 11 de lançamentos de 2 pontos e 0-6 em lançamentos de 3 pontos, para além dos 4 turnovers que fez (a equipa fez 19, o que também diz bem deste jogo).

Para mim, perante um jogo fraco, o destaque, o maior destaque foi Tanner McGrew, com 12 pontos (1 em 2 lançamentos de 2 pontos; 2 em 3 lançamentos de 3 pontos; 4 em 4 lances livres), 3 ressaltos, 1 assistência, 1 roubo de bola em 24:29 minutos de jogo. Está claramente a crescer e a jogar cada vez melhor de jogo para jogo.

Do lado do Imortal destacou-se DJ Fenner novamente, tal como em muitos jogos este ano foi o melhor, desta vez foram 12 pontos, 3 ressaltos, 1 assistência e 2 roubos de bola.

Depois falar ainda da vitória do Benfica por 93-73, com muita rotação contra uma equipa do Maia que é das mais fracas e que, mesmo assim, criou alguns problemas à rotação encarnada, que se diga, jogou mal, com muita falta de intensidade e demasiados erros.

Dá para tirar ilações do jogo ter sido menos bom com as percentagens de lançamento do Benfica:

-Em 32 lançamentos de 2 Pontos (foram 17 convertidos) 53%

-Em 41 lançamentos de 3 Pontos (foram 18 convertidos) 44%.

Rafael Lisboa voltou a evidenciar que não pode ter tantos minutos numa equipa que ambiciona vencer o título. José Silva, em grande neste jogo com 19 pontos, conseguiu 5 em 9 de três. Nesse capítulo foi Carter a estar em evidência com 4 em 5. O reforço Quincy Miller esteve em bom plano com 14 pontos, 8 ressaltos, 1 assistência e 3 roubos de bola. Alford também conseguiu 14 pontos

Ainda estão a começar, mas o jogo apesar de menos bem jogado, deu mais uma vitória aos encarnados que, mesmo sem brilho, cumpriram os mínimos para manter a perseguição ao Sporting.

Voleibol Sporting Masculino

Se no programa de sexta dedicámos uma grande parte ao voleibol feminino, aqui vamos falar dos dois últimos jogos da equipa masculina.

Duas vitórias, as duas primeiras nesta segunda fase, e que bem que elas caíram depois dos maus jogos e das derrotas, mas mal seria se em algum destes jogos os resultados tivessem sido outros.

O primeiro foi na semana passada quando vencemos o Sporting de Espinho por 1-3 com os parciais de 20-25, 22-25, 25-20 e 20-25. Voltou a ser um jogo onde não jogámos muito bem, mas vencemos e, dentro do momento da equipa, isso acaba por ser o mais importante.

Fizemos uma exibição razoável com o nosso serviço a decidir a nosso favor os 2 primeiros sets. Um terceiro set com muitos erros e um quarto onde conseguimos melhorar e não cometemos tantos erros. Claramente, Gersinho a querer criar rotinas nos “titulares”.

No jogo seguinte foi ainda mais evidente com Gersinho a ver que nem todos rendem, alguns não contam e outros abaixo ou ainda a recuperar como o caso do Levi. Faz sentido isto, tentar que estes criem todas as rotinas e que, pelo menos, os nossos “titulares” tenham um jogo fluído entre eles com o máximo de entrosamento.

O Espinho tentou responder várias vezes, mas nunca conseguiu ultrapassar o Sporting. A equipa de Espinho teve um jogo abaixo de outros anteriores. O Sporting não jogando assim tão bem, conseguia superar o bloco e o Espinho, sem muitos problemas.

João Fidalgo voltou a estar em bom plano e somou várias recuperações importantes, um jogador sempre regular.

Podemos continuar a falar da consolidação do processo de jogo e que é preciso dar tempo, mas estamos em janeiro. Se o processo de jogo ainda está a precisar de ser implementado não é nada bom sinal.

Este jogo com o Espinho deu-nos uma ajuda. Gersinho no final estava feliz, como poucas vezes se tinha visto. No jogo em si apesar de razoável vimos o bloco em bom plano, a nossa defesa também bem, por isso deu para ver melhores pormenores na nossa equipa.

O Espinho esteve um pouco abaixo também, mas uma importante vitória para o que resta do campeonato.

Hélio Sanches foi a nossa maior figura neste jogo. Do lado do Espinho foi Dinis Leão, pelo menos para mim.

Depois desta vitória tivemos o triunfo de ontem, um sábado em que vencemos outro Sporting, mas desta vez das Caldas por 3-0 com os parciais de 25-18, 25-23 e 25-17.

Dois sets onde sentimos alguns problemas, onde o equilíbrio reinou e um terceiro onde até podíamos ter vencido de forma mais tranquila. 

O segundo set foi mesmo o mais difícil, o mais equilibrado, porque Frederico Santos “acordou” e, como distribuidor, passou a olhar para o oposto, Vítor Amorim. Aí a qualidade deste oposto criou-nos alguns problemas. Além disso, o bloco do Caldas com o central Humberto e o oposto Amorim ia aparecendo.

Neste set sentimos problemas. Bruno não estava a ajudar, os passes não saíam bem e alguns jogadores como o Hélio, iam estando com mais dificuldades, mesmo assim vencemos o segundo set.

No terceiro houve algumas alterações e basicamente sempre que acelerámos criámos mais dificuldades ao Caldas, que são normais atendendo às diferenças entre as equipas. Deu para tudo neste terceiro set, até o Rojas entrou e pontuou, mas a diferença entre as equipas foi o que mais pesou neste último set. Mesmo não estando a jogar super bem, a nossa equipa é muito superior ao Caldas e neste set isso ficou mesmo muito evidente.

Gersinho no final destacou que o mais importante é mesmo o vencer, e tem toda a razão. Não estamos a jogar nada por aí além e mesmo num jogo mais acessível cometemos erros a mais, mas o que fica é a vitória, neste caso as duas seguidas, que nos dão alguma moral para o que aí vem.

Neste jogo, Dvoranen foi o nosso maior destaque, esteve muito bem na receção. Do lado do Caldas foi mesmo o Humberto a estar em maior destaque.

Com dois triunfos, temos agora 6 pontos, estamos empatados com o Fonte Bastardo, que só jogou ainda por duas vezes, e estamos a 3 do nosso próximo adversário, o Esmoriz, e também 3 do Sporting de Espinho e do Benfica, os encarnados no caso com menos um jogo.

Andebol

Para terminar estes três dias, vamos para a atualidade do andebol.

Começamos pela seleção de Portugal que venceu o primeiro de três duelos contra a seleção Islandesa por 26-24. Com isto chegámos aos 6 pontos em três jogos no Grupo 4, mais um passo na luta pela qualificação para o Euro 2022. Somos uma seleção com tudo para ser uma das sensações das próximas grandes competições.

Neste jogo ficou um duelo complicado, como já se esperava, mas desde o começo e apesar das dificuldades, ficou evidente a nossa superioridade.

Entramos bem, mas fomos sofrendo muitas exclusões, sobrou então para o Quintana impedir que a seleção adversária conseguisse aproveitar, quando a nossa seleção estava reduzida a 5 jogadores.

Muita cabeça ao longo deste jogo, tivemos que ser pacientes e ganhámos muito no 7×6 e foi aí que subimos de rendimento, mas fomos tendo vários problemas ao longo da partida, desde os imensos desacertos no ataque, os remates precipitados, na baliza estava como sempre um super Quintana que não sabe jogar mal. Não foi um jogo nada fácil para a nossa seleção que sofreu um pouco com os islandeses, que foram aproveitando as oportunidades que iam surgindo.

Chegámos ao intervalo com um 14-11, apesar de todos os problemas e erros íamos estando na dianteira do resultado com o nosso 7×6 a surtir muito efeito e os islandeses a não conseguirem pará-lo.

Na segunda parte, a seleção islandesa foi aproveitando os erros para recuperar e para se aproximar no resultado. A seleção islandesa mudou e passou a optar por jogadores mais jovens, deixando alguns como  Aron Palmarsson a descansar.

Voltámos a ter exclusões, no caso o Fábio Magalhães, o que a juntar à lesão do Alexandre Cavalcanti, complicou-nos muito o trabalho e os islandeses iam aproveitando tudo isto.

Aos 15 minutos estávamos atrás do marcador, pouco depois tivemos o livre de 7 metros que o Humberto defendeu e que nos catapultou para o empate e, para mais à frente, assumirmos de liderança do marcador.

A nossa qualidade veio ao de cima e soubemos mesmo com falhas passar para a frente e assumir a dianteira do jogo.

Foi dia do Pedro Portela, não só por ser o seu aniversário, como foi o nosso melhor marcador com 7 golos e uma bela exibição.

Acabaram por ser os detalhes a fazerem a diferença e aí fomos melhores e acabámos por vencer a seleção Islandesa por 26-24.

Hoje e no próximo dia 14 voltamos a jogar com esta mesma seleção Islandesa, com os olhos no primeiro jogo do Mundial, mas com ambições de vencer estes dois jogos que, de certeza, vão ser muito complicados.

Depois da nossa seleção, vamos para as competições europeias no feminino.

Começamos pela Champions League, onde Buducnost venceu por 31-27 o Borussia 09 Dortmund. Foi um jogo muito equilibrado, ao intervalo estava um empate a 15.

A segunda parte já foi bem diferente. As montenegrinas dominaram os segundos 30 minutos, conseguindo, assim, a sua terceira vitória na competição.

As montenegrinas até começaram melhor, mas as alemãs foram reagindo e chegaram ao intervalo empatadas.

No segundo tempo algo parecido, mas ainda mais favorável às montenegrinas que chegaram a ter uma vantagem de 6-0 no início do jogo.

Depois voltou tudo novamente a um certo equilíbrio, com as alemãs a conseguirem uma reaproximação, mas sempre com as montenegrinas no controlo da partida.

Inger Smits esteve muito bem no lado do Dortmund, com muitas das recuperações a serem dela e por o que ela fazia. Jovanka Radicevic foi quem liderou as montenegrinas, com a experiência e a qualidade a pesaram e ela acabou como melhor marcadora com 10 golos.

Depois vamos ao empate a 28 entre o Vipers e o Esbjerg. Mais um belo jogo de andebol, um confronto equilibrado e muito tático. Não faltaram belos pormenores tanto em golos, como no ponto de vista tático. Vipers esteve sempre melhor, abriram com uma vantagem de 3-0 logo no início do jogo, mas nunca a conseguiram alargar.

Na segunda parte abriram com um 5-1. O Vipers esteve sempre melhor, mas foi um jogo onde essa vantagem e ligeira superioridade não valeu de nada, pois as norueguesas deixaram várias vezes as vantagens que foram conseguindo ao longo do jogo.

As jogadoras do Esbjerg, apesar de terem estado muito tempo em desvantagem, nunca deixaram de acreditar e foram sempre atrás. O ponto mais eletrizante foi quando o Esbjerg recuperou os 4 golos de desvantagem na fase final do jogo.

Nora Mørk conseguiu 10 golos, está em alta como vimos no Europeu, fortíssima como sempre e aqui não faltaram golos da Nora, nem bons momentos. As norueguesas desperdiçaram as vantagens, mas não por culpa da Nora que cumpriu e jogou muito bem.

Classificação dos dois grupos:

Grupo A

Grupo B

Depois da Champions League, vamos para a Liga Europa e vamos destacar mais alguns bons jogos.

O Handball Club Lada venceu por 32-29 o Nantes. Com uma primeira parte equilibrada e a prova disso foi o empate a 14 ao intervalo, tudo fruto de uma primeira parte realmente equilibrada.

O Nantes até abriu uma vantagem de 1-5 no início do jogo, mas com o decorrer do primeiro tempo, o equilíbrio foi reinando até ao empate no intervalo.

No segundo tempo bem diferente, as russas abriram uma primeira vantagem quando chegaram ao 23-19 e daí nunca mais deixaram de estar na frente. Viram a sua vantagem ser encurtada, mas nunca a perderam.

Olga Fomina em grande destaque do lado das russas, já do lado francês o maior destaque foi a Bruna de Almeida com 9 golos e com isso a melhor marcadora desta partida.

Depois destacar ainda CS Minaur Baia Mare 33-29 Storhamar Handball Elite. As romenas levaram a melhor em mais um bom jogo de andebol.

Tal como nos jogos anteriores que referi, a primeira parte foi mais equilibrada, mas, mesmo assim, as romenas já foram para o intervalo a vencer por 14-13. Curiosamente até foram as norueguesas a começar melhor, abriram uma vantagem de 1-4 que perderam rapidamente. As romenas empataram já nos últimos 10 minutos da primeira parte, 11-11 na altura, depois assumiram pela primeira vez a dianteira do marcador com o 12-11, mas sempre com muito equilíbrio.

Na segunda novamente as norueguesas a entrar melhor, assumiram novamente uma boa vantagem quando venciam por 16-21 e foi aqui que as romenas mudaram e começaram a responder. Empataram a 28, com um belo golo da Popa ao minuto 53.

Daí em diante, assumiram a vantagem e já não a perderam. Acabou por ser parecido com o primeiro tempo, mas com uma vantagem um pouco maior. A questão física também pesou no final.

Popa foi para mim a melhor jogadora desta partida com 8 golos e Kovacevic e Nestaker as melhores marcadoras da partida com 9 golos.

Terminámos assim os nossos 3 dias das modalidades. Mais uma semana com muito espaço para as modalidades.

Espero que todos tenham gostado, espero que tenham visto a entrevista e o vídeo de sexta e espero que tenham gostado de tudo.

Desejo um bom domingo para todos. Cuidem-se e protejam-se.

Até sexta para arrancar com mais uma semana das modalidades aqui no Espartano.

Obrigado e aqui as modalidades têm sempre toda a voz!

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O Espartano